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Em cúpula histórica em junho de 2018, líderes assinaram um "acordo pela paz"; nova reunião pode acabar de vez com a guerra entre as duas Coreias

Coreia do Norte e Estados Unidos fizeram a primeira reunião entre os líderes e junho de 2018
Divulgação/White House
Coreia do Norte e Estados Unidos fizeram a primeira reunião entre os líderes e junho de 2018

O vice-presidente do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, Kim Yong Chol, deve ir aos Estados Unidos nos próximos dias para discutir os termos para a realização da segunda cúpula entre o líder norte-coreano Kim Jong Un e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Kim Yong Chol foi encarregado de manter conversas de alto nível com integrantes do governo norte-americano, inclusive o Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo.

Leia também: Donald Trump declara que ele e Kim Jong-un estão "apaixonados"

No dia 29 de maio de 2018, às vésperas do encontro entre Trump e Jong Un, o vice-presidente do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte  foi aos Estados Unidos e entregou uma carta escrita por Kim Jong Un a Trump

Na nova reunião, os dois líderes devem discutir os desafios par reduzir as diferenças entre as Coreias do Norte e Sul, além de adotar medidas para a desnuclearização da Península Coreana. A Coreia do Norte também quer negociar um tratado de paz para terminar oficialmente a Guerra da Coreia e ter seu sistema político garantido e reconhecido.

Os Estados Unidos têm pedido a Pyongyang que tome medidas mais específicas para desestruturar seu programa nuclear, enquanto a Coreia do Norte reivindica o fim das sanções impostas ao país.

Após a primeira reunião, a relação entre os dois líderes parece estar muito boa. Durante um comício na Virgínia Ocidental três meses após à cúpula, Trump brincou ao afirmar que ele e Kim se “apaixonaram” e que a relação é estimulada pelas “cartas bonitas” que recebe do líder asiático.

“E então nos apaixonamos, OK? Não, realmente. Ele me escreve cartas bonitas e elas são ótimas cartas. Nós nos apaixonamos”, declarou Trump.

O presidente americano seguiu com seu discurso dizendo ele havia recebido uma “carta extraordinária” de Kim Jong-un e se mostrou otimista sobre um eventual segundo encontro de cúpula entre os dois.

Alguns dias depois, o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in revelou que Kim Jong-un também já desejava um novo encontro com o republicano. A fala aconteceu após uma cúpula entre os líderes das duas Coreias.

Relembre o tratado assinado por EUA e Coreia do Norte

Após reuniões, Donald Trump e Kim Jong-Un assinaram compromisso pela paz
Divulgação
Após reuniões, Donald Trump e Kim Jong-Un assinaram compromisso pela paz

Donald Trump e Kim Jong Un tiveram sua primeira reunião no Hotel Capella, localizado na ilha de Sentosa, em Cingapura, em junho do ano passado. Após conversas que duraram cerca de quatro horas, os líderes selaram um compromisso pela paz.

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Kim e Trump assinaram o documento na frente da imprensa. "Estamos prestes a assinar um acordo importante e amplo", disse Trump. Kim Jong-un classificou o documento como histórico. "Resolvemos deixar o passado para trás. O mundo verá uma grande mudança", disse.  Confira os principais pontos do documento:

  • Estados Unidos e Coreia do Norte se comprometem a estabelecer relações de acordo com o desejo de seus povos pela paz e prosperidade; 
  • Estados Unidos e Coreia do Norte irão unir seus esforços para construir um regime de paz estável e duradouro na Península Coreana; 
  • Conforme a Declaração de Panmunjon, de 27 de abril de 2018, a Coreia do Norte se compromete a trabalhar em direção à completa desnuclearização da Península Coreana; 
  • Estados Unidos e a Coreia do Norte se comprometem a recuperar os restos mortais de prisioneiros de guerra, incluindo a imediata repatriação daqueles já identificados.



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