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Presidente norte-americano também afirmou que a relação dos dois é estimulada pelas "cartas bonitas" que ele e recebe do líder asiático

Donald Trump e Kim Jong-un se apertam as mãos antes da reunião histórica
Divulgação/White House
Donald Trump e Kim Jong-un se apertam as mãos antes da reunião histórica

A relação entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o dirigente da Coreia do Norte, Kim Jong-un, nunca esteve tão boa. Durante um comício na Virgínia Ocidental, em apoio aos candidatos locais do Partido Republicano, o chefe de governo norte-americano afirmou que ele e Kim se “apaixonaram” e que a relação é estimulada pelas “cartas bonitas” que recebe do líder asiático.

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“E então nos apaixonamos, OK? Não, realmente. Ele me escreve cartas bonitas e elas são ótimas cartas. Nós nos apaixonamos”, declarou Donald Trump neste sábado (29).

O presidente americano seguiu com seu discurso dizendo que na quarta-feira (26) ele recebeu uma “carta extraordinária” de Kim Jong-un e se mostrou otimista sobre um eventual segundo encontro de cúpula entre os dois.

A mudança de tom na relação entre os líderes é notável. Há um ano, em seu discurso de estreia na Assembleia Geral da ONU, Trump ameaçou “destruir totalmente” a Coreia do Norte , em um discurso em que ele se referia a Kim como “homem foguete”. A resposta do norte-coreano foi rápida, e chamou o americano de “ velho mentalmente perturbado”.

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Os insultos trocados pelos dois não é novidade. Durante meses as provocações eram diretas, o que deixou o mundo todo em grande clima de tensão, já que os dois países possuem armas nucleares.

A situação mudou quando os dois se reuniram em Singapura em junho deste ano, no primeiro encontro de cúpula entre os dois países. O encontro foi capaz de diminuir o clima provocativo entre os dois países, e causou a interrupção dos lançamentos de mísseis por Pyongyang.

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Contudo, desde então, poucos avanços concretos foram registrados. Para o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, “não há forma” de que seu país concretize o desarmamento enquanto o governo de Donald Trump pressione para a manutenção das sanções contra Pyongyang.

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