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O presidente Venezuelano afirmou que os governos de direita vão provocar "nova onda" de esquerda e chamou o presidente do Brasil de "neofascista"

Novo presidente do Brasil, Bolsonaro faz críticas o governo de Nicolás Maduro desde o começo da campanha presidencial
iG Arte/Agência Brasil
Novo presidente do Brasil, Bolsonaro faz críticas o governo de Nicolás Maduro desde o começo da campanha presidencial

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse em entrevista divulgada pela emissora de televisão VTV,  nessa terça-feira (1), que os projetos de Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, Mauricio Macri, da Argentina, e Iván Duque, presidente colombiano, são "inviáveis" na América Latina e vão provocar uma "nova onda" de governos de esquerda. 

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"Os projetos neoliberais de direita na América Latina e no Caribe são inviáveis e eles vão provocar o ressurgimento de uma nova onda de transformações populares", disse Maduro . Ele afirmou que "Jair Bolsonaro - que assumiu o mandato nesta terça - vai seguir o mesmo caminho e Macri na Argentina é um homem que não pode sair na esquina".

O venezuelano disse ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-presidente Cristina Fernández, da Argentina, sofreram perseguição, o que permitiu o surgimento de líderes de "extrema direita". 

Ele também criticou a privatização no Brasil e afirmou que Jair Bolsonaro agora entrega o Brasil aos Estados Unidos. "E agora, com a chegada ao poder, o governo de direita neofascista de Jair Bolsonaro, bem, praticamente entrega em uma bandeja de prata tudo que significa Brasil na América do Sul, na América Latina, às multinacionais norte-americanas. É realmente um triste processo de regressão", disse. 

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Ele defendeu que a América Latina é "um território em disputa" entre a direita a esquerda e que a região está passando por "um processo de regressão" que levará a novos governos "revolucionários". Disse que Duque, da Colômbia, "passou dos 80% de apoio para 80% de rejeição" e que o povo colombiano está nas ruas pedindo que ele deixe a presidência.

O presidente da Venezuela reafirmou ainda que John Bolton, Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, está fazendo planos para assassiná-lo e que "Washington e Bogotá mantêm uma política permanente de terrorismo" contra a Venezuela. 

Recentemente,  Maduro já havia feito comentários sobre Bolsonaro. Na ocasião, ele disse que a Venezuela "não terá um Bolsonaro" e que o chavismo convinuará por muito tempo no país. Ele também criticou o vice-presidente Hamilton Mourão, que chamou de "louco da cabeça".

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