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Ônibus turístico com destino às Pirâmides do Gizé, no Egito, foi atingido por bomba caseira, deixando dois mortos e 10 feridos; Forças Armadas do país investigam a origem e tentam localizar autores do ataque terrorista

Bomba explode, atinge ônibus e mata dois turistas, no Egito
Reprodução/ Twitter
Bomba explode, atinge ônibus e mata dois turistas, no Egito

Uma bomba explodiu e atingiu um ônibus turístico, matando ao menos dois turistas vietnamitas, nesta sexta-feira (28), nos arredores do Cairo, capital do Egito, próximo às Pirâmides do Gizé. As informações são do jornal local  Al Arabiya .

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O Ministério do Interior do Egito ainda confirmou que 12 pessoas ficaram feridas, sendo 10 turistas, o motorista e um funcionário de uma companhia turística, ambos egípcios. Até o momento, a investigação desconhece a origem do explosivo de fabricação caseira e que estava escondido atrás de um muro, na beira da estrada.

Segundo as autoridades, o dispositivo foi detonado às 18h15 do horário local (14h15 no horário de Brasília). As forças de segurança estão no local do ataque a fim de localizar os autores do atentado.

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Egito na mira de ataques terroristas  

Ataque terrorista na mesquita de Al-Rawdah, no Egito, ocorreu durante orações dos fiéis
Reprodução/Osama Bin Javaid/Al Jazeera
Ataque terrorista na mesquita de Al-Rawdah, no Egito, ocorreu durante orações dos fiéis

Desde 2017, o Egito vem se mantendo em alerta para impedir que ataques terroristas ameacem o país. Nos últimos anos, atentados contra civis e igrejas - principalmente pertencentes à minoria copta cristã - foram registrados. Em fevereiro deste ano, uma campanha militar contra o grupo terrorista Wilayat Sina (apoiador do Estado Islâmico) foi iniciada pelas Forças Armadas do Egito. Quase 460 suspeitos de estarem envolvidos com o grupo foram mortos.

No final do ano passado, uma mesquita na Península do Sinai, no norte do Egito, foi atacada, resultando na morte de mais de 300 pessoas que estavam no local. Dentre as vítimas, quase 30 crianças morreram e 128 pessoas ficaram feridas. O ataque ficou marcado como o mais mortal da história contemporânea do país.

O caso aconteceu durante o período de orações dos fiéis na mesquita de al-Rawda, um templo sufista do islamismo. A explosão da bomba expulsou os islâmicos do local, que também foram surpreendidos por saraivadas de tiros disparadas pelos fuzis dos terroristas que estavam aguardando do lado de fora.

Um dia depois do ocorrido, aeronaves das Forças Armadas do Egito bombardearam locais considerados como “posições terroristas”, com o objetivo de atingir os extremistas.

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