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Ao menos duas pessoas foram presas após polícia descobrir que elas usavam drones para atrapalhar a decolagem de aviões no aeroporto de Gatwick

Aeroporto de Londres sofreu com atrasos de voos após drones entrarem na órbita aérea
Reprodução
Aeroporto de Londres sofreu com atrasos de voos após drones entrarem na órbita aérea


Ao menos duas pessoas - um homem e uma mulher - foram presos no Reino Unido neste sábado (22) sob suspeita de envolvimento no episódio com drones que levou ao fechamento do Aeroporto de Londres chamado de Gatwick, deixando 140 mil passageiros em solo na última quarta-feira (19). Os responsáveis pelos voos dos drones podem ser condenados a até cinco anos de prisão e a pagar multas.

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O tráfego aéreo já foi retomado e, de acordo com as autoridades de Gatwick, devem pousar e decolar no horário os 757 voos previstos para este sábado (22), que levam, ao todo 124 mil passageiros, todos saindo do Aeroporto de Londres .

"Os passageiros devem esperar alguns atrasos e cancelamentos, já que continuamos a restabelecer as operações após três dias de interrupção. Aconselhamos a verificar informações com sua companhia aérea antes de viajar para o aeroporto", disse um porta-voz do aeroporto por meio de nota.

O CEO do aeroporto, Stewart Wingate, disse que os drones que sobrevoaram Gatwick "foram concebidos para provocar o fechamento do tráfego e provocar o máximo de caos".

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"Eventos como esse evidenciam um desafio estratégico para a indústria aeronáutica, para o governo e para todas as outras autoridades envolvidas", ressaltou.

Wingate aproveitou para alertar a justiça britânica sobre os riscos que esses equipamentos podem causar para a população, além de atrapalhar a agenda de passegeiros.

"É inadmissível que os drones possam prejudicar uma parte tão importante da nossa economia dessa maneira", criticou.

Brasil já passou pelo mesmo problema do Aeroporto de Londres

Passageiros encheram saguão do aeroporto de Congonhas durante paralisação devido a drone, assim como aconteceu no aeroporto de Londres
Reprodução/TV Globo
Passageiros encheram saguão do aeroporto de Congonhas durante paralisação devido a drone, assim como aconteceu no aeroporto de Londres




Em 2017, o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, enfrentou o mesmo problema . Foram duas horas de paralisação de pousos e saídas de aviões devido a drones que sobrevoavam a região.

Ainda que tenha sido apenas duas horas de interrupção, as consequências duraram dois dias, já que muitos passageiros tiveram voos cancelados.

O aeroporto de Londres tinha sido reaberto na sexta-feira (21), quando a ameaça, iniciada na quarta-feira, foi considerada encerrada. Novos drones, porém, surgiram na região os voos tiveram de ser novamente interrompidos. 

 *Com informações da Ansa