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"Nós não participamos nos debates norte-americanos", declarou ministro francês; republicano criticou acordo de Paris, comentando as manifestações

Paris pede a Donald Trump para não se intrometer nos assuntos internos franceses, como os protestos dos coletes amarelos
Reprodução/The Washington Post
Paris pede a Donald Trump para não se intrometer nos assuntos internos franceses, como os protestos dos coletes amarelos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se aproveitou da difícil situação na França – devido aos  frequentes protestos dos chamados 'coletes amarelos', contra as políticas econômicas do presidente Emmanuel Macron – para 'cutucar' os franceses e criticar, mais uma vez, o acordo de Paris. Porém, as autoridades da França já reagiram às críticas. 

Neste domingo (9), depois de mais um sábado de manifestações violentas no país, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, pediu ao presidente norte-americano para que não se intrometa nos assuntos internos franceses. O aviso foi feito nominalmente a Donald Trump e, segundo o ministro, sob a concordância de Macron.

"Digo a Donald Trump e o presidente da República [ Emmanuel Macron ] diz-lhe igualmente: nós não participamos nos debates norte-americanos, deixe-nos viver a nossa vida!", exclamou Le Drian. A declaração foi dada numa entrevista televisiva, quando o ministro foi questionado sobre as mensagens do presidente dos Estados Unidos sobre a França.

Neste sábado, Trump escreveu em seu Twitter que uma prova de que o acordo de Paris sobre o clima "não funciona" é a insurgência do movimento dos 'coletes amarelos' em França. "O acordo de Paris não funciona assim tão bem para Paris. Manifestações e tumultos por toda a França", escreveu.

Assim como em algumas manifestações que surgiram no Brasil nos últimos anos, o movimento dos 'coletes amarelos' se iniciou com uma pauta específica. Por lá, o primeiro pedido dos manifestantes era pela baixa do preço dos combustíveis. Atualmente, os ' coletes amarelos ' determinaram que não colocarão fim ao movimento até que Macron renuncie ao cargo de presidente

Neste sábado, cerca de 125 mil pessoas se reuniram em protestos por em toda a França . Esse foi o quarto grande dia de manifestações, que vem acontecendo durante os fins de semana. Só ontem, um total de 1.723 pessoas foram identificadas e 1.200 foram detidas, tendo sido registrados 135 feridos , 17 dos quais polícias.

"As pessoas não querem pagar muito dinheiro aos países subdesenvolvidos (que são governados de modo discutível), com o objetivo de talvez proteger o ambiente", escreveu o presidente dos Estados Unidos.

Na última terça-feira, Donald Trump já havia publicado ironias sobre as concessões feitas pelo presidente francês, Emmanuel Macron, aos 'coletes amarelos'. Em suas declarações, Trump chegou até a dizer que os manifestantes pediam para ser governado por ele, não por Macron. A polêmica declaração do presidente dos EUA não contou com provas. 

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