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Manifestações contra Macron são marcadas por confrontos entre militantes e policiais; pontos turísticos, estações, bancos e restaurantes foram fechados

Protestos dos chamados coletes amarelos reúnem milhares de pessoas em Paris; manifestação ocorre sob cerco da polícia
Reprodução/Twitter
Protestos dos chamados coletes amarelos reúnem milhares de pessoas em Paris; manifestação ocorre sob cerco da polícia

Pelo quarto final de semana consecutivo , milhares de manifestantes saíram às ruas na França, para protestar contras as políticas econômicas do presidente Emmanuel Macron, neste sábado (8). Chamados de 'coletes amarelos', os manifestantes entraram em confronto com os policiais franceses e, apenas em Paris, cerca de 700 pessoas foram detidas. 

Somando-se o número registrado em todo o país, sobe para cerca de 1.300 o número de manifestantes detidos. Além disso, 135 pessoas ficaram feridas. De acordo com as autoridades, cerca de 10 mil pessoas participaram dos protestos dos coletes amarelos em Paris, e cerca de 125 mil em toda a França.

Segundo os veículos locais, perto da Champs-Elysées, um dos pontos turísticos da França , a polícia jogou gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que enfrentaram a polícia gritando pela renúncia de Macron. O jornal Le Monde narrou ainda uma centena de manifestantes realizando atos de vandalismo na Praça da República, outro ponto importante da cidade.

Para tentar contê-los, a polícia francesa delimitou, por meio de um cerco, quais as ruas que participariam da manifestação. Porém, alguns desobedeceram a determinação e foram abordados por bombas de gás lacrimogêneo, perto do Arco do Triunfo. 

Dos que foram detidos em Paris , 500 continuam sob custódia policial, pois as autoridades encontraram, com eles, armas em potencial, como martelos, bastões de beisebol e bolas de metal. Os manifestantes que ultrapassaram o cerco policial chegaram a causar pequenos incêndios, botando fogo em carros, lixeiras e persianas de madeira pela cidade.

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Por questões de segurança, cerca de 89 mil policiais foram mobilizados para conter os manifestantes em todo o país. Desses, 8 mil estão em Paris. 

A manifestação de hoje já é a quarta de uma série de protestos que ocorreram nos últimos fins de semana. A revolta dos manifestantes é com o desempenho do presidente francês, Emmanuel Macron. O principal pedido dos franceses que participam dos atos é a renúncia do presidente. 

"Temos que mudar a República", disse uma manifestante à CNN . "As pessoas aqui estão famintas. Algumas pessoas ganham apenas 500 euros por mês que não dá para viver. Queremos que o presidente vá embora", afirmou.

Também por questão de segurança, quase todos os estabelecimentos de Paris não abriram as portas hoje. O mesmo aconteceu com pontos turísticos da cidade, que não abriram ao público – como a Torre Eiffel e museus como o Louvre, o Musée d'Orsay e o Centre Pompidou.

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Diversos mercados também não funcionaram, assim como as estações de trem e metrô. Ao todo, 40 estações ficaram fechadas neste sábado. Das agências bancárias, lojas e restaurantes que abriram, todas cobriram suas vitrines com tapumes e placas de fibra de vidro para se proteger de atos de vandalismo dos coletes amarelos .

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