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Indiciamento foi revelado acidentalmente; responsável por divulgar dados confidenciais do governo americano, Assange é investigado desde 2011

Fundador do WikiLeaks, Julian Assange
Wikimedia Commons
Fundador do WikiLeaks, Julian Assange

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, responsável por vazar informações confidenciais do governo americano em 2010, foi indiciado nesta sexta-feira (16) nos Estados Unidos. O WikiLeaks afirmou, por meio de sua conta no Twitter, que promotores revelaram "acidentalmente" a existência da acusação, classificada como secreta. 

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"Furo: o Departamento de Justiça 'acidentalmente' revelou a existência de acusações confidenciais (ou um rascunho para elas) contra o editor do WikiLeaks Julian Assange em um aparente erro de 'copiar e colar' em um caso não relacionado", escreveu o WikiLeaks no Twitter.

O texto do processo judicial tem duas menções a Assange, incluindo uma sugestão de que a documentação no caso “precisaria permanecer selada até Assange ser preso em conexão com as acusações”. 

Um porta-voz do Departamento de Justiça americano disse que o arquivamento do tribunal foi "feito em erro" e que Assange "não era o nome pretendido para este arquivamento". Mas segundo o jornal The Guardian , especialistas sugeriram que o erro foi cometido por advogados que copiaram e colaram o texto de um documento para outro e esqueceram de mudar o nome e outros detalhes.

Não se sabe ainda o motivo da acusação, mas autoridades dos EUA investigam o fundador do WikiLeaks desde pelo menos 2011, quando uma audiência foi aberta no ano de publicação de milhares de telegramas diplomáticos dos EUA, em conjunto com vários jornais. 

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O WikiLeaks também é investigado por Robert Mueller, o conselheiro especial dos EUA, por publicar um e-mail hackeado do Partido Democrata durante a campanha presidencial de 2016.

Assange é jornalista, escritor, ciberativista e um dos membros do WikiLeaks, um sistema de denúncias e vazamento de informações. Em 2010, vazou documentos confidenciais sobre possíveis crimes de guerra cometidos pelo Exército dos Estados Unidos na Guerra do Afeganistão e do Iraque.

Em 2012, foi acusado de estupro na Suécia, mas a justiça do país acabou arquivando o processo em maio de 2017, por não poder avançar na investigação das acusações. Atualmente, Julian Assange está exilado na Embaixada do Equador em Londres por temer uma extradição para os Estados Unidos. 

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