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Eleições legislativas de meio de mandato podem marcar uma mudança no equilíbrio de forças no Congresso, hoje nas mãos do Partido Republicano

Eleições de meio de mandato serão
Reprodução/Instagram/@realdonaldtrump
Eleições de meio de mandato serão "referendo" sobre popularidade de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrentará seu maior teste na terça-feira (5), com as eleições legislativas de meio de mandato, que podem marcar uma mudança no equilíbrio de forças no Congresso, hoje nas mãos do Partido Republicano. O pleito vem sendo tratado pela imprensa norte-americana como um "referendo" sobre Trump.

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Os eleitores norte-americanos renovarão nas urnas os 435 assentos da Câmara dos Representantes, um terço (35) das 100 cadeiras do Senado e 36 governos estaduais, incluindo Califórnia, Nova York, Texas e Flórida. Caso saia derrotado de seu "referendo", Trump encontrará dificuldades para fazer passar no Congresso leis de seu interesse.

Segundo projeções do site "FiveThirtyEight", do estatístico Nate Silver, o Partido Democrata tem 85,6% de chances de retomar o controle da Câmara, enquanto os republicanos têm o mesmo percentual de possibilidade de manter o comando do Senado, onde a maioria dos assentos em jogo é dos democratas.

Ainda que a Câmara Alta continue republicana, perder o comando de um dos ramos do Congresso - justamente aquele que tem a prerrogativa de instaurar um processo de impeachment - deve dificultar a vida de Trump.

De acordo com uma pesquisa divulgada pela "CNN", sete em cada 10 eleitores dizem que seus votos serão contra (42%) ou a favor (28%) do chefe da Casa Branca.

O presidente se ancora na aquecida economia norte-americana para evitar uma derrota republicana nas urnas e endureceu o discurso nas últimas semanas, enviando milhares de militares para conter uma caravana de migrantes que ainda está longe da fronteira entre Estados Unidos e México .

Trump chegou até a ser acusado de racismo por divulgar um anúncio comparando os migrantes centro-americanos com um clandestino condenado nos EUA por matar dois policiais. Na peça, o narrador questiona: "Quem mais os democratas deixarão entrar?".

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O presidente também reintroduziu as sanções contra o Irã às vésperas das eleições e tem participado ativamente de comícios pelo país, assim como seu antecessor, o democrata Barack Obama , que credita a seu governo o sucesso da economia.

"Quando cheguei na Casa Branca tive de resolver os problemas que nos haviam deixado. Onde vocês pensam que tudo isso começou, quem vocês acham que fez isso?", questionou Obama durante um comício em Chicago. "O que está em jogo é o caráter de nosso país, seus valores", acrescentou.

O ex-presidente chegou a definir as eleições de 2018 como as mais importantes de sua vida. Para os democratas, o pleito é uma oportunidade de se recuperar de derrota de 2016 e entrar com força na corrida pela Casa Branca de 2020.

Tradicionalmente, o partido no poder perde espaço na primeira eleição de meio de mandato após a chegada ao governo, e as primárias criaram um ambiente de entusiasmo entre os democratas, renovados por uma geração de candidatos que parecem seguir o ideário mais à esquerda do senador Bernie Sanders.

Em Nova York, uma novata negra, latina e socialista, Alexandria Ocasio-Cortez, chacoalhou o establishment democrata ao vencer as primárias em um distrito dominado havia 20 anos por um veterano do partido. Em Vermont, a transgênero Christine Hallquist é candidata a governadora pelo Partido Democrata, embora não apareça como favorita.

O "referendo" sobre Trump  acontece em meio ao luto pelo atentado que matou 11 pessoas em uma sinagoga de Pittsburgh, o maior ataque antissemita da história do país, e sob a sensação de que o discurso de ódio encontra cada vez mais espaço em solo norte-americano.

* Com Agência Ansa

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