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Centenas de milhares foram às ruas em cidades da Catalunha para marcar um ano do plebiscito indepedentista convocado pela autoridade catalã

Milhares de manifestantes foram às ruas para marcar um ano do plebiscito de independência da Catalunha
Twitter/Carles Puigdemont/Reprodução
Milhares de manifestantes foram às ruas para marcar um ano do plebiscito de independência da Catalunha

Centenas de milhares de pessoas foram às ruas em cidades da Catalunha para marcar um ano do plebiscito indepedentista convocado pela autoridade catalã. As manifestações, organizadas pelos chamados Comitês de Defesa da República (CDR) e por movimentos estudantis, também bloquearam estações de trem e linhas ferroviárias entre as cidades de Girona e Barcelona, além de tomar as ruas de outras cidades da região.

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Líder de um movimento independentista e deputado pelo partido Juntos pela Catalunha (JxCat), Jordi Sànchez está preso desde outubro por crime de insurreição, cometido no ano passado na tentativa separatista de 27 de outubro . Ele e outros colegas são alvo de acusações de sedição.

Embates entre manifestantes e policiais foram registrados por câmeras durante os protestos. As forças militares avançaram com veículos motorizados em direção aos protestantes, que precisaram fugira às pressas.

O ex-presidente da região, Carles Puigdemont  é outro que chegou a ser preso após o plebiscito do ano passado, mas foi liberado meses depois da prisão de Neumuenster, no Norte da Alemanha, após pagar fiança de 75 mil euros, valor equivalente a R$ 305 mil.

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No ano passado, ainda, a Justiça  da Espanha mandou prender, sem direito a fiança, oito ex-conselheiros do Generalitat, o governo catalão destituído. Eles são acusados pelos crimes de pelos crimes de rebelião, perturbação da ordem e apropriação indevida de fundos públicos, entre outros, e já foram levados para presídios federais.

O ato realizado no centro de Barcelona pediu a libertação desses e de outros considerados "presos políticos" pelo movimento, em referência às autoridades catalãs que cumprem prisão preventiva pela participação no plebiscito do ano passado e na posterior declaração de independência, que não foi reconhecida pela Justiça espanhola.

O atual presidente da autoridade da Catalunha , Quim Torra, que participou dos atos, disse que a consulta, foi "a semente constituinte da república catalã" e incentivou os independentistas a defendê-la "até o final".

* Com informações da Ansa

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