Kim Jong-un, da Coreia do Norte, e Moon Jae-já haviam se encontrado antes, quando se comprometeram com a paz
Reprodução/NDTV
Kim Jong-un, da Coreia do Norte, e Moon Jae-já haviam se encontrado antes, quando se comprometeram com a paz

O presidente da Coreia do Norte Kim, Jong-un, disse, durante encontro com o líder da Coreia do Sul, que vai fechar os locais de testes de mísseis “na presença de especialistas internacionais”. De acordo com o Guardian , o norte coreano também pretende fechar seu complexo nuclear caso os Estados Unidos tomem medidas recíprocas.

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As medidas foram anunciadas nesta quarta-feira (19) por Moon Jae-in, presidente sul coreano, após um encontro de três dias com o presidente da Coreia do Norte em Pyongyang, capital do norte.

Na reunião, cujo maior objetivo era concretizar o processo de paz entre os países, os dois também concordaram em conectar duas linhas de trem e lançar uma candidatura conjunta para disputar a sede dos Jogos Olímpicos de 2032.

Um comitê militar conjunto deve ser criado para lidar com potenciais conflitos, sendo que cada um dos lados da fronteira vai retirar 11 guardas da zona desmilitarizada até o fim do ano. Ambos os países concordaram em tomar uma série de medidas para evitar acidentes, o que inclui uma zona de exclusão aérea nas proximidades do limite geográfico e a suspensão de testes com disparos na região.

A Coreia do Sul , por sua vez, vai permitir que sua população visite a turística região do Monte Kumgang, no norte, pela primeira vez desde 2008. Nessa ocasião, um soldado norte coreano atirou e matou um turista do sul. Outra medida acordada entre ambos os países foi estabelecer um ponto de reunião permanente para as  famílias divididas durante a Guerra da Coreia (1950-1953).

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Kim Jong-un prometeu visitar Seul em um “futuro próximo” e concordou com Moom que a Península Coreana deve ser tornar “uma terra de paz sem armas e ameaças nucleares”. Dessa forma, o acordo assinado pelos dois deve melhorar a relação entre os dois países, que tecnicamente ainda estão em guerra, desde 1950, tendo em vista que nenhum armistício foi assinado.

“Esse não apenas será um caminho difícil a nossa frente, haverão desafios e testes, mas quanto mais nos superamos, mais fortes nos tornamos. Não estamos com medo de desafios futuros”, anunciou Kim. 

Reação de Donald Trump ao anúncio da Coreia do Norte

Donald Trump e Kim Jong-un, presidente da Coreia do Norte, se encontraram em reunião histórica recentemente
Divulgação/White House
Donald Trump e Kim Jong-un, presidente da Coreia do Norte, se encontraram em reunião histórica recentemente

O encontro foi descrito por Donald Trump , presidente dos Estados Unidos, como “muito animador”. Em seu Twitter, ele escreveu que “Kim Jong-Un concordou em permitir inspeções nucleares, sujeito a negociações finais, e a fechar permanentemente um local de testes e lançamentos na presença de especialistas internacionais. Enquanto isso não haverá testes ou foguetes”.

O anúncio, contudo, não especifica quais seriam as “ações recíprocas” e é visto com ressalvas pelos norte americanos. Como a desnuclearização não foi mencionada em nenhum momento, a falta de detalhes sobre o assunto pode preocupar Washington, e além disso, as negociações entre os Estados Unidos e a Coreia se estagnaram nas últimas semanas.

“Penso que podemos esperar uma resposta de dois níveis, na qual o presidente Trump continua animado com a aproximação com Kim Jong-un, mas também vemos ceticismo por parte dos oficiais americanos sobre a questão da desnuclearização”, explicou Mintaro Oba, diplomata aposentado focado na política norte coreana.

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“Mas uma coisa está clara: a Coreia do Norte continua a superar os Estados Unidos em suas iniciativas que moldam a narrativa pública global e forçam Washington a escolher entre concordar com os termos de Pyongyang ou parecer que está agindo de má fé”, completou em entrevista ao Guardian.

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