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Segundo jornal, militares americanos participaram de reuniões secretas com rebeldes para discutir suporte a planos de deposição do presidente Maduro

Governo de Donald Trump nos EUA discutiu apoio a rebeldes venezuelanos contra Nicolás Maduro
NASA/Aubrey Gemignani - 23.7.18
Governo de Donald Trump nos EUA discutiu apoio a rebeldes venezuelanos contra Nicolás Maduro

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discutiu a possibilidade de apoiar  rebeldes venezuelanos para depor o presidente do país sul-americano, Nicolás Maduro. A informação foi publicada neste sábado (8) pelo jornal New York Times , que citou como fontes militares dos EUA e um ex-comandante venezuelano.

De acordo com a publicação, Donald Trump enviou emissários para reuniões secretas realizadas ao longo do último ano com representantes de três diferentes grupos militares da Venezuela que fazem oposição ao governo chavista de Maduro. O local desses encontros não foi revelado, mas as fontes ouvidas pelo jornal disseram que os rebeldes pediram que o governo americano os ajudasse com rádios de comunicação que não pudessem ser rastreados pelo governo Maduro.

Os grupos de oposição ao presidente Nicolás Maduro na Venezuela também teriam proposto instalar um governo provisório no país até que houvesse condições de se realizar novas eleições. 

Segundo o ex-militar venezuelano ouvido pelo jornal, uma declaração feita pelo presidente dos EUA em agosto do ano passado indicando que os Estados Unidos têm uma "opção militar" para a Venezuela encorajou os rebeldes a manterem conversas com Washington. Esse ex-militar, contraditoriamente, é alvo de sanções por parte do próprio governo americano, que o colocou em uma lista de corruptos no país sul-americano.

Apesar das reuniões, os militares americanos disseram que optaram por não ajudar os rebeldes e muitos deles acabaram presos. As razões para que o plano de apoiar os rebeldes fosse engavetado não foram informadas.

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Ao New York Times , a Casa Branca encaminhou nota alegando ser importante manter "diálogos com todos os venezuelanos que demonstram desejo pela democracia", com o intuito de "levar mudanças positivas a um país que sofreu tanto sob o regime Maduro".

O presidente venezuelano acusou os Estados Unidos de terem participado do  suposto ataque com drones ocorrido no início do mês passado, em Caracas. Na ocasião, a Casa Branca e o próprio presidente Donald Trump rechaçaram a acusação.

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