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Ex-diretor financeiro de Donald Trump irá depor sobre pagamentos feitos a duas mulheres que teriam se relacionado com o presidente

Risco de impeachment de Donald Trump já é comentado nos EUA
Reprodução/Twitter
Risco de impeachment de Donald Trump já é comentado nos EUA

O diretor financeiro da Organização Trump, Allen Weisselberg, fechou um acordo de delação com a Justiça dos Estados Unidos da América, recebendo imunidade para prestar depoimento na investigação sobre os pagamentos feitos durante a campanha presidencial de Donald Trump a duas mulheres, a ex-atriz pornô Stephanie Clifford e a ex-coelhinha da Playboy Karen McDougal.

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De acordo com informações publicadas nesta sexta-feira (24) pela imprensa norte-americana, Weisselberg foi convocado para testemunhar no início do ano no caso envolvendo o ex-advogado pessoal do presidente dos Estados Unidos, Michael Cohen. Cohen se confessou culpado na terça-feira (21) em oito acusações de fraude fiscal e bancária, além de violação das leis de financiamento de campanhas quando da eleição de Donald Trump .

Weisselberg foi mencionado em uma gravação feita por Cohen em 2016, na qual um pagamento em dinheiro a uma suposta amante de Trump é discutido.
A Organização Trump não comentou a revelação sobre o acordo de delação, publicada originalmente no periódico Wall Street Journal .

De acordo com a publicação, o diretor de finanças era responsável por supervisionar as transações financeiras da organização e as finanças pessoais de Trump, além de fazer suas declarações de impostos.

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Hoje, o dono de uma rede de tabloides nos Estados Unidos foi considerado uma nova peça da investigação sobre os supostos casos extraconjugais do magnata. Davis Pecker, amigo do republicano teria comprado o direito de exclusividade sobre histórias envolvendo Trump para não publicá-las. 

Acossado pelas acusações, Trump já argumenta que a abertura de um processo de impeachment contra si "quebraria" o mercado financeiro.

"Vou te dizer uma coisa: se eu fosse impichado, acho que o mercado quebraria. Acho que todo mundo ficaria muito pobre", declarou o presidente em entrevista à "Fox News", rede majoritariamente favorável ao seu governo. "Não sei como você poderia impichar alguém que faz um grande trabalho", disse.

A posição de apostar no impeachment de Donald Trump , no entanto, não é consenso nem mesmo no Partido Democrata , oposição ao governo. Corrupção, traição e obstrução de Justiça são os crimes que podem motivar a abertura de um processo de impeachment nos EUA, algo que só aconteceu com dois presidentes: Andrew Johnson (1868) e Bill Clinton (1998), ambos absolvidos.

* Com informações da Ansa

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