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Duas coroas e um crucifixo de ouro foram levados da Catedral de Strangnas por um grupo de homens que está foragido; polícia está investigando o caso

Polícia afirmou que duas coroas e um crucifixo de ouro foram levados de templo religioso na Suécia na terça-feira (31)
Reprodução/The Swedish Police
Polícia afirmou que duas coroas e um crucifixo de ouro foram levados de templo religioso na Suécia na terça-feira (31)

Autoridades informaram que duas coroas históricas da realeza da Suécia do século 17 foram roubadas na Catedral de Strangnas, no sul do país, nessa terça-feira (31). A polícia informou que homens ainda não identificados foram flagrados fugindo com as joias e deixando o local em um barco. As informações são da CNN .

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A mídia local alegou que duas coroas e um crucifixo de ouro foram levados pelos suspeitos por volta 12h locais, após burlarem os alarmes de segurança colocados nas joias de ex-monarcas da Suécia, que estavam em exposição na catedral.

Os policiais afirmaram que o tesouro faz parte do traje fúnebre do rei Carlos IX, morto em 1611, e de sua esposa, rainha Cristina, que faleceu 14 anos mais tarde. Os oficiais ainda disseram que, graças às imagens das câmeras de segurança do templo religioso, identificaram um grupo de homens entrando em uma lancha atracada no lago Malar.

Uma testemunha relatou à imprensa local que estava almoçando quando viu duas pessoas correndo em direção a um barco, desaparecendo rapidamente no mar.

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As investigações iniciadas no dia do ataque apontaram que várias pessoas estão envolvidas no assalto e que podem ter trocado de barco ao longo do caminho para despistar os oficiais. Uma ronda policial será executada com veículos marítimos e aéreos nesta quarta-feira (1).

“Ainda estamos procurando pelos suspeitos. Faremos uma patrulha tanto em terra firme quanto em alto mar. No momento, não os identificamos e não temos atualizações sobre o caso”, disse o comandante do centro de gerenciamento da polícia, Tor Sevelius.

Segundo o porta-voz da polícia, Thomas Agnevik, a partir de hoje, as autoridades revistarão “todo e qualquer barco que esteja em alto mar ou atracado em áreas próximas da cena do crime”.

O reitor da paróquia, Christofer Lundgren, acrescentou que as joias da realeza foram enterrados com os monarcas, e depois retirados da lápide para serem exibidos ao público. Lundgren ressaltou que "embora os itens sejam valiosos,  não é nada se comparado à sua importância para a história cultural da Suécia".

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"Do nosso ponto de vista, o valor material das joias é menos importante do que os danos causados à história que carregam. Eu não vejo isso como um roubo a assembleia da Catedral de Strangnas. Acho mais grave um roubo a Suécia como um todo, pertence a nosso patrimônio cultural nacional”, concluiu. A polícia alegou não estar autorizada a comentar sobre o valor dos itens roubados.

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