Papa Francisco recebeu a carta de demissão na sexta-feira (27), de acordo com comunicado do Vaticano
Reprodução/Centro Televisivo do Vaticano
Papa Francisco recebeu a carta de demissão na sexta-feira (27), de acordo com comunicado do Vaticano

O papa Francisco aceitou neste sábado (28) o pedido de renúncia do arcebispo emérito de Washington (EUA), cardeal Theodore McCarrick, 88 anos, que é acusado de pedofilia. A informação foi divulgada no boletim do Vaticano.

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De acordo com a nota, o papa Francisco recebeu a carta de demissão na noite da última sexta-feira (27) e foi aceita pelo Pontífice, que, além de tirar McCarrick do colégio cardinalício, determinou sua suspensão de qualquer ministério público.

O sacerdote também terá de "permanecer em uma casa que será indicada a ele, para uma vida de oração e penitência, até que as acusações sejam esclarecidas pelo processo canônico".

McCarrick é acusado de pedofilia por ter violentado um adolescente 45 anos atrás, quando era padre em Nova York, e de ter mantido relações com seminaristas adultos. Ele se diz inocente. Antes de ir para Washington, em 2001, ele se tornou bispo e arcebispo na arquidiocese de Nova York.

Hoje, com 87 anos, ele é um dos cardeais americanos mais conhecidos no âmbito internacional e, embora esteja aposentado, mantinha compromissos com a igreja, fazendo viagens para, principalmente, defender temas relacionados aos direitos humanos.

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Em junho, após as acusações de assédio sexual, o Vaticano já havia pedido a McCarrick "que não exerça mais publicamente o seu ministério", segundo o comunicado. Na época, McCarrick afirmou “não ter memória alguma do abuso”, mas disse aceitar a decisão do Vaticano “em obediência”.

“Mesmo não tendo antecedentes de abusos, e crendo na minha inocência, estou desolado pelo sofrimento duradouro da pessoa que fez as acusações e pelo escândalo que causaram”, afirmou ele em carta.

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Nos últimos dias, o arcebispo de Boston, cardeal Sean O'Malley, chefe da comissão antipedofilia criada pelo papa Francisco , soltou uma nota dizendo que "desculpas não bastam" e que é preciso criar procedimentos claros para acusações de abusos cometidos por altos membros do clero.

*Com informações da ANSA

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