Ex-presidente do Equador, Rafael Correa é suspeito de envolvimento no suposto sequestro do ex-deputado da oposição Fernando Balda
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Ex-presidente do Equador, Rafael Correa é suspeito de envolvimento no suposto sequestro do ex-deputado da oposição Fernando Balda

Rafael Correa, ex-presidente do Equador, declarou que não pretende se entregar à Justiça equatoriana, após a emissão de um mandado de prisão contra si na última terça-feira (3).

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Ele é investigado por suposto envolvimento na tentativa de sequestro de um opositor, o ex-deputado Fernando Balda, que teria ocorrido na Colômbia em 2012. Rafael Correa , que é casado com uma belga e vive no país europeu, desobedeceu a uma ordem judicial de se apresentar à Corte Nacional equatoriana.

Para o antigo líder político, retornar ao seu país neste momento "seria quase um suicídio". O ex-mandatário também rebateu as acusações, classificadas por ele "como um plano maquiavélico e totalmente ilegal".

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, expressou solidariedade ao seu colega latino. "Primeiro Cristina [Kirchner]. Depois Lula . Agora Rafael Correa. Que a perseguição contra os líderes de nossa América termine", escreveu em sua página nas redes sociais da internet.

Lula, ex-presidente do Brasil, também defendeu Correa. Além de manifestar-se na internet, o petista enviou uma carta aberta ao antigo líder do Equador.

"Soube que você também, de forma tão absurda como fazem comigo, é vítima de uma condenação da política, em que alguns juízes querem desqualificar-nos como dirigentes políticos, tirando do nosso povo o direito de decidir sobre nossos países", escreveu Lula.

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"Te envio a minha solidariedade, com a certeza de que a Justiça finalmente triunfará e nossos povos decidirão democraticamente o futuro de nossos países e da América Latina", concluiu Lula. 

Rafael Correa e a justiça equatoriana

Rafael Correa foi indiciado há duas semanas por “formação de quadrinha” por seu suposto envolvimento em uma tentativa de sequestro contra o ex-deputado de oposição Fernando Balda , na Colômbia, em 2012.

Fernando Balda afirma que, na época, caminhava pelas ruas de Bogotá quando quatro homens e uma mulher o forçaram a entrar em um carro. A polícia colombiana, no entanto, parou o veículo e impediu o sequestro. As investigações corriam em segredo de Justiça.

O Congresso equatoriano concordou com a investigação contra o ex-presidente Rafael Correa , que nega as acusações e afirma que não há prova alguma que o relacione com o sequestro de Balda.

* Com informações da Ansa

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