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Criança foi separada da mãe em decorrência da política de ‘tolerância zero’ de Donald Trump com a imigração ilegal; decisão da Justiça dos EUA possibilitará reunificação da família

Capa da revista Time traz Donald Trump encarando criança imigrante
Reprodução
Capa da revista Time traz Donald Trump encarando criança imigrante

Um juiz federal do estado norte-americano de Illinois ordenou nesta quinta-feira (28) a libertação imediata de um menino brasileiro de nove anos que foi separado da sua mãe por autoridades dos Estados Unidos da América depois de ambos terem sido pegos cruzando juntos a fronteira do país com o México. A informação é do escritório de advocacia que cuida do caso.

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De acordo com a decisão da Justiça dos EUA , que concedeu a liminar à mãe, a brasileira Lidia Karine Souza, a reunificação da família deve ser feita imediatamente, ainda nesta quinta-feira. Como afirma o processo, a mãe entrou nos Estados Unidos de maneira ilegal, mas já cumpriu sua sentença relacionada ao caso e foi libertada no último dia 9 de junho. Ela agora aguarda o resultado de um pedido de asilo no país.

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Decião da Justiça dos EUA favorece reunificação da família

A criança em questão passou quatro semanas em um abrigo em Chicago. No último dia 26 de junho, o advogado de Karine entrou na Justiça com um pedido de medida cautelar contra a separação da família, consequência da política de 'tolerância zero' promovida desde maio pelo procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, a mando do presidente dos Estados Unidos, o magnata republicano  Donald Trump

A separação de famílias vem ocorrendo desde que o governo republicano de Donald Trump implementou uma política de tolerância zero com a imigração ilegal em maio deste ano. A ordem é endurecer as leis contra os que almejam entrar no país. 

No último dia 20 de junho, depois de pressão doméstica e internacional,  Trump voltou atrás e assinou um decreto executivo para suspender a separação das famílias, mas ainda não está claro como a reunificação será feita. De acordo com as últimas informações, anterior à decisão da Justiça dos EUA , 51 crianças brasileiras foram separadas de suas famílias no período.

* Com informações da Agência Brasil 

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