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Após tensão com Coreia do Norte, Donald Trump e Kim Jong-un pretendem se encontrar em 12 de junho, em Singapura; autoridades da Coreia do Sul também participam de diálogos com vizinhos do norte

Donald Trump e Kim Jong-un se encontrarão no dia 12 de junho
iG São Paulo
Donald Trump e Kim Jong-un se encontrarão no dia 12 de junho

O presidente dos Estados Unidos da América, o republicano Donald Trump , confirmou nesta sexta-feira (1º) que pretende se encontrar com o ditador da Coreia do Norte , Kim Jong-un, em 12 de junho, em Singapura. O mandatário ianque, assim, reconsiderou a decisão que havia tomado há uma semana, quando anunciou o cancelamento do encontro.

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A confirmação foi dada durante uma entrevista de Trump a jornalistas após Kim Yong-chol, braço-direito de Kim, ter sido recebido na Casa Branca para tratar das rusgas entre os dois países.

O líder partidário norte-coreano está desde a última quarta-feira (30) nos Estados Unidos, onde negociou também com o secretário de Estado estadunidense, Mike Pompeo. Em sua visita à Casa Branca, Kim Yong-chol entregou uma carta do chefe norte-coreano, em resposta àquela por meio da qual Trump havia cancelado o encontro dos dois em Singapura.

De forma “bela e interessante”, segundo o presidente dos EUA, Kim reafirmou na missiva o interesse em se reunir com ele. Trump disse acreditar, ainda, que a transformação da Coreia do Norte "é possível" mesmo com Kim no comando do país.

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A diplomacia dos dois países já vinha emitindo os sinais de abertura que sucedem a fase de recrudescimento dos ataques mútuos. O principal deles foi o agendamento de uma cúpula militar de alto nível com representantes das Coreias do Sul e do Norte para o próximo dia 14 de junho, em Panmunjom, na zona desmilitarizada entre as Coreias.

Além disso, Seul e Pyongyang marcaram uma reunião da Cruz Vermelha para 22 de junho, no monte Kumgang, célebre ponto turístico do Norte.

Na ocasião, deverá ser discutido o caso das famílias separadas pela Guerra da Coreia, entre 1950 e 1953. As duas nações retomam o diálogo após as tensões das últimas semanas, deflagradas pelos exercícios militares conjuntos entre Estados Unidos e Coreia do Sul, classificados como "provocação" por Kim Jong-un . A reaproximação é vista, também, como um aceno de Kim à Trump , uma vez que ele se mostra disposto à negociação.

* Com informações da Ansa

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