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Ainda é possível cruzar os países a pé, mas guardas venezuelanos afirmaram que essa opção também pode ser proibida; eleições ocorrem neste domingo

O presidente Nicolás Maduro deve conseguir a reeleição, já que a oposição não conta com seus principais líderes
Divulgação/Governo da Venezuela - 30.7.2017
O presidente Nicolás Maduro deve conseguir a reeleição, já que a oposição não conta com seus principais líderes

O presidente venezuelano Nicolás Maduro mandou fechar a fronteira entre seu país e o Brasil neste sábado (19), às vésperas das eleições presidenciais que acontecem neste domingo (20).

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De acordo com o Itamaraty, a fronteira entre Venezuela e Brasil, que fica a 215 quilômetros de Boa Vista, em Roraima, foi fechada às 21h de sexta-feira (18) e deve permanecer dessa maneira até às 6h de segunda-feira (21). As informações são da Embaixada do Brasil em Caracas.

Até o momento, é possível cruzar o caminho a pé, porém essa possibilidade também está ameaçada, segundo guardas venezuelanos. Já a passagem de veículos está completamente proibida.

Nesta manhã, apenas o posto de fiscalização de Santa Elena de Uairén estava bloqueado, mas às 8h30 (9h30 no horário de Brasília), a passagem na divisa entre os dois países já estava proibida. Santa Elena de Uairén é a primeira depois de Pacaraima, município brasileiro ao Norte de Roraima .

A medida já é conhecida e ocorre sempre que há eleições no país, para garantir a segurança do evento. "A República Bolivariana da Venezuela, cada vez que tem um processo eleitoral, fecha a fronteira para resguardar a soberania territorial e também para que as Forças Armadas controlem todo território nacional, e isso se inclui a fronteira", explicou o cônsul-adjunto da Venezuela em Roraima, José Martí Uriana.

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Eleições

Neste domingo, os eleitores venezuelanos deverão escolher o novo presidente para governar a Venezuela pelos próximos seis anos.

Quem lidera as pesquisas de intenções de voto é o candidato que disputará sua reeleição, o atual presidente Nicolás Maduro . Em seguida está o ex-governador Henri Falcón, o ex-pastor evangélico Javier Bertucci e o engenheiro Reinaldo Quijada, que praticamente não fez campanha.

A expectativa é que Maduro seja reeleito, mesmo diante da crise econômica que afeta gravemente o país, já que a maior parte da oposição deve boicotar a votação, tendo em vista que dois de seus principais líderes estão proibidos de concorrer.

Em Roraima, que a cada dia recebe mais imigrantes venezuelanos, haverá um posto de votação, que será no consulado, localizado no Centro da capital de Roraima.

Pelo menos 50 venezuelanos com residência fixa no estado brasileiro devem votar em Roraima. Isso porque esse foi o número de inscritos para participar das eleições da Venezuela na capital de Boa Vista, que não aceita quem é solicitante de refúgio e de residência temporária. Contudo, estima-se que há 40 mil venezuelanos vivendo em Boa Vista em razão da crise no país natal.

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