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Protestos ocorrem horas antes da polêmica inauguração da embaixada norte-americana em Jerusalém; hoje, Estado de Israel completa 70 anos

Ao menos 35 palestinos foram alvos de tiros na Faixa de Gaza e estão em estado grave, após protestos na região
Globonews/Reprodução
Ao menos 35 palestinos foram alvos de tiros na Faixa de Gaza e estão em estado grave, após protestos na região

Pelo menos 52 pessoas morreram e cerca de outras duas mil ficaram feridas devido a confrontos entre palestinos e israelenses na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel, nesta segunda-feira (14). A violência se deu em reação a um protesto que ocorre na região, desde o dia 30 de março, contrário à polêmica inauguração – marcada para as 14h de hoje – da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém .

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Durante o dia, o número de mortos pode subir ainda mais, devido à gravidade dos feridos. Ao menos 35 foram alvos de tiros na Faixa de Gaza e estão em estado grave, de acordo com as autoridades do território palestino. Ainda nessa segunda-feira, é marcada a data em que o Estado de Israel completa 70 anos. 

O protesto dos palestinos contra a embaixada estadunidense evoca o direito deles de voltarem para os locais de onde foram retirados, após 1948, com a criação do Estado de Israel.  Manifestações também são aguardadas na região da Cisjordânia ocupada.

Ontem à noite, Benjamin Netanyahu, presidente de Israel, recebeu toda a delegação dos Estados Unidos enviada pelo chefe da Casa Branca e definiu o momento como "histórico e corajoso".

Decisão polêmica de Donald Trump

Os confrontos que ocorrem hoje na região são derivados de uma decisão tomada do outro lado do planeta. Afinal, tudo partiu de um polêmico discurso, feito em dezembro do ano passado, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , decidiu reconhecer Jerusalém como a capital de Israel.

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No mesmo discurso, Trump anunciou que iria transferir a representação diplomática norte-americana de Tel Aviv para Jerusalém – uma decisão que não vista com bons olhos pela comunidade internacional e nem pelos palestinos. 

Afinal, Jerusalém é cidade foi muito polêmica, disputada por palestinos e israelenses. Há, atualmente, um consenso internacional de não reconhecer a cidade como capital da Palestina ou de Israel até que um acordo de paz seja firmado entre ambas as partes.

Imediatamente após a decisão de Trump, o Hamas anunciou que o magnata republicano teria aberto "as portas do inferno" com seu pronunciamento. No dia seguinte ao discurso do norte-americano, a violência tomou conta da cidade e dos arredores de Jerusalém e, cerca de 24 horas após o anúncio, foram registrados mais de 100 feridos em Jerusalém, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza – onde sirenes antimísseis foram acionadas, após explosões.

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