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Forte esquema militar precisou ser feito porque, apesar da jovem de 20 anos ter se tornado um símbolo mundial, grupos ainda são contra o que ela luta

Malala voltou ao país de origem na quinta-feira (29), sendo recebido pelo governa e instituições paquistanesas com honras
Instagram/malalafund/Reprodução
Malala voltou ao país de origem na quinta-feira (29), sendo recebido pelo governa e instituições paquistanesas com honras

No ano de 2012, um grupo de talibãs atirou na cabeça de uma menina de 15 anos que lutava em defesa da educação para meninas no Paquistão . Neste sábado, seis anos após o ataque que chocou o mundo e depois de ter recebido um Prêmio Nobel da Paz , Malala Yousafzai volta pela primeira vez à cidade cidade natal, na região de Mingora, no noroeste do país.

Em entrevista à Agência EFE, uma fonte da polícia afirmou que Malala ficou um tempo com seus pais e irmão na antiga casa onde morava. Atualmente, a jovem de 20 anos vive no Reino Unido, para onde foi levada após o ataque, e é estudante na Universidade de Oxford, uma das mais importantes do mundo.

Para que a visita fosse possível, entretanto, um forte esquema de segurança foi montado. Outra fonte militar afirmou que muitas ruas ficaram fechadas por soldados do Exército, já que, apesar da garota ter se tornado um símbolo da luta das mulheres no mundo, em seu próprio país ainda representa uma ameaça a alguns grupos que tentam combater tudo o que ela representa.

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A associação de escolas provadas do Paquistão, por exemplo, chegou a promover um protesto nesta sexta-feira (30) com o lema “Eu não sou Malala”, em alusão à biografia da jovem, “Eu sou Malala”.

Voltar ao Paquistão era um sonho

Malala voltou ao país de origem na quinta-feira (29), sendo recebido pelo governo e instituições paquistanesas com honras, apesar dos críticos. Em discurso no gabinete do primeiro-ministro, Shahid Khaqan Abbasi, ela chorou e afirmou que voltar ao local é “um sonho”.

Já neste sábado, a jovem também marcou presença no Instituto de Cadetes Gali Bagh, centro educacional militar, onde se reuniu com estudantes, ao lado na ministra da Informação, Marriyum Aurangzeb.

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Segundo a fonte militar da EFE, a ativista ainda deve visitar uma escola construída no distrito de Shangla pelo Fundo Malala, criado em 2013 por ela e seu pai com objetivo de conscientizar sobre os impactos da educação feminina.