Os pais, Abdulah e Hamidiyah Sabah Al Hishmawi, foram presos e liberados na mesma semana, após pagamento de fiança
Reprodução/Bexar County Sheriff's Office
Os pais, Abdulah e Hamidiyah Sabah Al Hishmawi, foram presos e liberados na mesma semana, após pagamento de fiança

Os pais de uma adolescente foram presos após espancarem e jogarem óleo quente na filha por ela ter recusado um casamento arranjado , com dote de R$ 65 mil. O caso ocorreu após Maarib Al Hishmawi, de 16 anos, fugir de casa para não se casar com um homem mais velho, em fevereiro. A menina estava desaparecida no Texas, Estados Unidos, e foi encontrada pela polícia na última semana.

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De acordo com informações do Mirror , Abdulah Al Hishmawi, de 34 anos, e Hamidiyah Sabah Al Hishmawi, de 33, foram acusados de agredir a filha frequentemente. O xerife do condado de Bexar, Javier Salazar, afirma que "a jovem revelou ter sido espancada pelos pais com cabos de vassouras, além de ter sido enforcada até perder a consciência, sendo queimada com óleo quente em seguida”.

Investigações

A polícia do Texas afirmou que, depois das buscas pela menina e das denúncias feitas por ela, o casal foi preso na sexta-feira (23), porém foi liberado no domingo, com o pagamento de uma fiança de R$ 99 mil. Segundo os oficiais, não é possível afirmar se os outros cinco filhos sofreram algum tipo de abuso.

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Maarib Al Hishmaw, de 16 anos, foi espancada e queimada com óleo quente após recusar casamento arranjado nos EUA
Reprodução/Bexar County Sheriff's Office
Maarib Al Hishmaw, de 16 anos, foi espancada e queimada com óleo quente após recusar casamento arranjado nos EUA

As autoridades informaram que, por conta das novas investigações, iniciadas na semana passada, as crianças ficarão temporariamente sob responsabilidade do serviço de proteção infantil dos Estados Unidos.

“É muito provável que o homem que eles queriam casar Maarib já tenha uma esposa e uma família estruturada. Estamos investigando para verificar essa possibilidade, e também estamos procurando identificar se houve agressões e abusos com os outros filhos do casal iraquiano”, alegou Salazar.

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Em uma coletiva de imprensa realizada em fevereiro para veículos midiáticos americanos, o vice-chefe adjunto do Boulder County Sheriff's Office (BCSO), Ronald Bennett, disse que o FBI foi chamado para auxiliar no caso, para descobrir mais coisas sobre a nacionalidade e  cultura a que a família pertence. Ele concluiu dizendo que questões sobre o idioma falado pelos "pais da garota dificultavam a coleta de informações". As investigações continuam.

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