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Quyen Nguyen, de 28 anos, foi morta em 2017, na Inglaterra; julgamento ocorreu esta semana, com pena de prisão ainda não definida para suspeitos

Quyen Nguyen, de 28 anos, foi estuprada e queimada viva por dois homens em Sunderland, na Inglaterra
Reprodução/Polícia de Northumbria
Quyen Nguyen, de 28 anos, foi estuprada e queimada viva por dois homens em Sunderland, na Inglaterra

Depois de estuprar e atear fogo em Quyen Nguyen, de 28 anos, dois homens confessaram ter "se sentado e comido uma refeição de curry diante do cadáver carbonizado", no dia 15 de agosto do ano passado, na Inglaterra. William John McFall, de 51 anos, e Stephen Unwin, de 40, compareceram ao tribunal de Newcastle no começo desta semana para prestar depoimento ao júri.

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Os britânicos são acusados de submeter a vietnamita a torturas e estupros durante quatro horas em uma casa, também obrigaram-na a fornecer seus dados bancários antes de queimá-la viva, em um terreno afastado.  De acordo com o jornal Metro , as investigações policiais apontaram que o veículo usado pelos agressores foi encontrado abandonado em uma estrada de terra na cidade de Sunderland, na Inglaterra , o que ajudou a polícia a chegar até a jovem carbonizada.  

Julgamento e a declaração

O procurador do caso, Jamie Hill, declarou ao Tribunal da Coroa de Newcastle que McFall admitiu ter feito uma refeição após a concretização do crime , contradizendo sua afirmação antecedente, de que “ele e Unwin não tinham feito nada”. Segundo o relator, o homem assegurou “não ter conseguido terminar o prato porque estava se sentindo enjoado”.

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Ambos os suspeitos negaram o assassinato de Nguyen, afirmando que “estavam no local, mas não tiveram envolvimento com a série de estupros”. Ainda no julgamento, o procurador relembrou que os dois acusados já tinham sido presos por assassinatos anteriormente.

Unwin, condenado à prisão perpétua depois de esfaquear um homem de 73 anos até a morte, em 1998, foi absolvido da pena em 2012. Enquanto McFail foi sentenciado  à prisão perpétua por matar um idoso com um martelo, no ano de 1996, também fora liberado da pena em 2010.

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O júri ressaltou que o julgamento do crime cometido na Inglaterra continua na próxima semana, com a apresentação dos discursos dos advogados de defesa e acusação. Para relator Jamie Hill, o veredito deve ser dado no mesmo período.