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Em caso de feminicídio, o ex-parceiro de Anna Ergieva, de 29 anos, confessou o crime, que teria sido motivado por uma "onda de ciúmes" ao ser rejeitado

O corpo da mulher foi encontrado pelos seus pais, que ficaram preocupados com a filha e entraram em sua casa
Reprodução/Facebook
O corpo da mulher foi encontrado pelos seus pais, que ficaram preocupados com a filha e entraram em sua casa

A ucraniana Anna Ergieva, de 29 anos, foi morta e decapitada pelo ex-namorado ao se recusar a fazer sexo com ele. Segundo o portal Daily Mail , o crime foi descoberto pelos pais da mulher, que não conseguiam falar com a filha pelo celular e decidiram entrar na casa dela. O caso aconteceu na cidade de Odessa, no sul da Ucrânia.

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Antes da polícia descobrir que o crime aconteceu porque a mulher se recusou a fazer sexo  com o ex-parceiro, os pais da vítima encontraram seu corpo e, pouco tempo depois, localizaram a cabeça de Ergieva, junto de algumas joias e da arma do crime, dentro de uma bolsa nos arredores da residência.

“Ela estava deitada no chão, decapitada. Estava coberta por sangue”, disse o pai à mídia local. “Todo o quarto estava coberto por sangue, até a televisão. Então, chamamos a polícia, que explorou a cena, mas não conseguiu encontrar sua cabeça”.

Durante as investigações, as autoridades prenderam um chefe de cozinha, também de 29 anos, que fora colega de classe e ex-namorado da vítima. Ele reagiu à abordagem policial e tentou cortar os pulsos, ato que foi contido pouco antes do suspeito confessar o assassinato. O acusado, cuja identidade não foi revelada, disse que sua ação foi motivada por uma “onda de ciúmes”, quando a ucraniana se recusou a transar com ele.

Os dois estavam conversando via mensagens online e o homem decidiu visitá-la em sua casa. Chegando lá, a mulher recusou todas as propostas e o acusado a matou com um tiro na cabeça. Com o objetivo de não ter o crime descoberto pela polícia, a decapitou e colocou a arma do crime junto da cabeça, em uma bolsa.

“Um botão de alarme foi encontrado sob o corpo. Parece que a vítima tentou pedir ajuda, mas foi assassinada antes de pressionar o botão”, explicou um porta-voz da polícia local. Agora, o homem responsável pela morte poderá ser condenado à prisão perpétua.

Feminicídio no México

Em um caso semelhante, a polícia do México encontrou, em janeiro, o corpo de uma mulher no apartamento de seu ex-marido . As partes do corpo de Magdalena Aguilar Romero, de 25 anos, estavam desmembradas e cozidas dentro de potes. O crime é investigado como um caso de feminicídio.

Os braços e pernas da vítima foram encontrados em potes dentro do forno do suspeito. Sua pélvis, também cozida, estava dentro de uma grande bolsa, próxima ao fogão. O resto do corpo foi encontrado parcialmente congelado em um freezer no apartamento.

“Presume-se que ela foi toda cozida”, disse Roberto Alvarez, porta-voz da Segurança do Estado. O governo de Taxco, por sua vez, lançou uma nota sobre o crime, dizendo que “condena vigorosamente o covarde assassinato de Magdalena Aguilar, que fere nossa sociedade de maneira irreparável”.

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“O assassinato reitera o trabalho que precisa ser feito para proteger e reconstruir a sociedade do nosso município. Desde seu desaparecimento, nós oferecemos todo o apoio à família de Magdalena, para quem sempre mostramos nossa solidariedade e apoio”, continua a nota. No caso da mulher morta após se recusar a fazer sexo, a família não se pronunciou oficialmente.

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