“Estou sendo imputada por ter denunciado o horror do Daesh
Reprodução/Twitter
“Estou sendo imputada por ter denunciado o horror do Daesh", reclama Marine Le Pen

Marine Le Pen , líder do partido de extrema-direita Frente Nacional, foi denunciada na Justiça nesta quinta-feira (1º) por fotos publicadas em sua página do Twitter, em 2015, cujos conteúdos são considerados violentos. De acordo com o jornal “The Guardian”, a ex-candidata à Presidência da França divulgou imagens de atrocidades do Estado Islâmico e, por isso, pode ser condenada a três anos de prisão, além de ter de pagar multa de 75 mil euros (cerca de R$ 292 mil).

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Na época, Le Pen postou três fotos com a legenda “Isso é Daesh [acrônimo de Estado Islâmico, em árabe]” poucas semanas depois dos ataques terroristas em Paris, em novembro de 2015, que deixaram 130 mortos e centenas de feridos. Por isso, foi acusada de circulação de “mensagens violentas que incitam o terrorismo, a pornografia ou prejudicam seriamente a dignidade humana”. Ainda foi apontado o agravante de que as imagens podem ser vistas por um menor de idade.

Uma das imagens mostrava o corpo de James Foley, um jornalista americano decapitado pelos extremistas islâmicos. A segunda trazia um homem com um macacão laranja sendo arrastado por um tanque, e a terceira era a de outro homem sendo queimado vivo em uma gaiola.

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Uma investigação por “difusão de imagens violentas” foi realizada pelo Ministério Público de Nanterre, subúrbio de Paris. A denúncia desta quinta-feira acontece depois de a assembleia nacional do país votar pela perda de imunidade parlamentar da ex-candidata à Presidência da França .

Líder de direita vê "perseguição" 

Sobre a decisão, Le Pen disse à agência de notícias francesa “AFP” que “sofre perseguição”. “Estou sendo imputada por ter denunciado o horror do Daesh. Em outros países, me dariam uma medalha”, afirmou Le Pen. “A perseguição política não respeita mais nem mesmo os limites da decência”, acrescentou a presidente da Frente Nacional (FN).

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