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Ficam isentas do cessar-fogo na Síria as ações militares contra grupos como Estado Islâmico, Al-Qaeda e al Nusra

Depois de quase três dias de negociações a portas fechadas, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou neste sábado (24) por unanimidade uma resolução que impõe trégua de 30 dias na guerra da Síria. O cessar-fogo ocorre após o país registrar mais de 500 civis mortos em bombardeios e ataques, principalmente, no enclave rebelde de Ghouta , próximo à capital e que tem sido alvo das forças de Damasco.

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A resolução estabelece o período mínimo de trégua em todo o território da Síria . A previsão é que, neste período, ocorra ajuda humanitária no país. Para a aprovação do documento, foram necessárias intensas negociações com a Rússia , que sempre vetava a medida. O governo russo é aliado do regime do presidente sírio, Bashar al-Assad.

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Ficam isentas do cessar-fogo as ações militares contra Estado Islâmico, Al-Qaeda, al Nusra e outros "grupos, indivíduos e entidades" filiadas ao terrorismo. Essa foi a condição imposta por Moscou para aceitar a resolução do Conselho de Segurança. Somente neste sábado, 22 pessoas foram mortas em ataques em Ghouta. No balanço de mortes da última semana, estão dezenas de crianças e adolescentes.

As informações são do Observatório Nacional para os Direitos Humanos na Síria. Ativistas locais também afirmaram que, mesmo depois da aprovação da resolução em Nova Iorque, nos Estados Unidos, foram ouvidos bombardeios em Ghouta.

"Não é guerra, é massacre"

Na segunda-feira (19), cinco hospitais foram bombardeados pelas forças pró-governo. "Estamos diante do massacre do século 21", disse um médico no leste de Ghouta ao jornal The Guardian .

E acrescenta: "Pouco tempo atrás, uma criança veio a mim com a pele azulada, respirando muito mal, a boca cheia de areia. Esvaziei-a com as minhas mãos. Não encontraremos respostas sobre o que fazer com isso em nenhum livro médico. Uma criança ferida respirando com pulmões cheios de areia".

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Em 2013, a região de Ghouta foi atingida por um ataque químico com gás sarin, que deixou mais de 1,3 mil mortos, de acordo com profissionais de saúde da região. O uso desse tipo de arma é visto como um crime de guerra por organismos de controle de direitos humanos. Na época, o regime da Síria também usou aviões de combate e bombardeio de artilharia contra a população local.

* Com informações da Ansa.

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