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Medida chega uma semana depois do tiroteio que deixou 17 mortos em um colégio na Flórida; Trump chegou a cogitar a ideia de armar os professores

'Nossos agentes qualificados e treinados carregarão fuzis em territórios escolares daqui para frente', declarou o xerife
Larry St.Pierre/Shutterstock
'Nossos agentes qualificados e treinados carregarão fuzis em territórios escolares daqui para frente', declarou o xerife

Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , cogitar a ideia de armar professores para evitar tiroteios em colégios, o xerife do condado de Broward – onde fica o estado da Flórida – determinou que guardas escolares passem a usar fuzis para proteger os alunos. A decisão ocorre uma semana depois da escola Marjory Stoneman Douglas High School, em Parkland, na Flórida, ser palco de um massacre que deixou 17 mortos na semana passada.

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"Nossos agentes qualificados e treinados carregarão fuzis em territórios escolares daqui para frente", declarou o xerife Scott Israel. O policial garantiu que a medida será feita de forma "segura". "Precisamos estar aptos a derrotar qualquer ameaça", acrescentou.

Na última quarta-feira (21), durante um encontro com alunos de escolas atingidas por tiroteios, o presidente Trump chegou a solicitar um controle mais rígido dos antecedentes de compradores de armamentos, mas também defendeu a opção de armar os professores.

"Vamos analisar isso com rigor. Muita gente será contra, mas muitos serão a favor", afirmou o presidente.

Hoje, a política norte-americana vem sendo cada vez mais pressionada a restringir a venda de armas devido aos recorrentes tiroteios no país, como o de Parkland e o de Las Vegas, em outubro do ano passado.

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Nos dois casos, as armas haviam sido compradas legalmente e equipadas com um acessório que aumenta seu poder de fogo. Atualmente, todas as escolas dos Estados Unidos são "gun free zones", ou seja, áreas onde é proibido portar armas.

Massacre na Flórida

Nos últimos cinco anos foram registrados cerca de 300 tiroteios dentro das escolas norte-americanas, segundo as estatísticas oficiais. Porém, a pressão por mudanças aumentou após o massacre na escola da Flórida, ocorrido há uma semana. Pais, alunos e professores fizeram marchas e protestos cobrando mudanças nas regras sobre a venda de armas. 

O Departamento de Crianças e Famílias da Flórida informou que Nikolas Cruz , acusado do massacre na escola de ensino médio, sofria de depressão e teve diagnóstico de autismo e déficit de atenção.

Mesmo assim, ele conseguiu comprar uma arma depois de ter recebido prescrição de remédios controlados e de ter sido considerado uma pessoa vulnerável de acordo com o documento médico. Fuzis como o usado por Nikolas no ataque, atualmente, são comercializados com cerca liberdade nos Estados Unidos.

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* Com informações da Agência Ansa.

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