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Os membros da quadrilha mentiam para as vítimas e diziam "precisar de amostras de sangue para qualificá-las em um programa governamental"

Quatro pessoas foram presas por tráfico de órgãos após uma de suas vítimas ficar doente no Paquistão
Pixabay
Quatro pessoas foram presas por tráfico de órgãos após uma de suas vítimas ficar doente no Paquistão


A polícia do Paquistão prendeu uma quadrilha de tráfico de órgãos acusada de roubar líquido cefalorraquidiano, conhecido como líquor, de mais de 12 mulheres. De acordo com a BBC News , os quatro integrantes conseguiram o líquido enganando as vítimas, que acreditavam estar dando amostras de sangue para conseguir assistência financeira do governo.

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O esquema só foi descoberto pelas autoridades da província de Punjab quando uma adolescente de 17 anos, vítima da gangue de tráfico de órgãos , ficou doente após o procedimento. “Eles estavam agindo na área de Hafizabad já há algum tempo”, o responsável pela polícia local, Ashfaq Ahmed Khan, explicou ao jornal.

O método usado pelos traficantes consistia em fingir serem funcionários do hospital local. Assim, os homens iam até as casas das vítimas e diziam precisar de uma amostra de sangue “para inscrevê-las no programa de assistência financeira do governo de Punjab”.

O próximo passo era fingir que iriam levá-las ao hospital e encaminhar as vítimas até a casa de uma das mulheres da quadrilha e, desta forma, o líquor era retirado e vendido no mercado negro.

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Líquido Cefalorraquidiano

O líquor é um fluido espinhal, transparente, encontrado ao redor do cérebro e da medula espinhal. Sua função é proteger os dois órgãos do sistema nervoso de choques e lesões, por mais que ele seja mais conhecido por sua função diagnóstica. Em alguns casos, como o de certos tipos de meningite, uma amostra do líquido precisa ser retirada para compor a análise dos exames.

As autoridades ainda não sabem como o líquido pode ser usado no mercado negro , e o Ministério da Saúde já instaurou um comitê para investigar o caso. Os quatro acusados continuam presos.

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Esta, porém, não foi a primeira vez que o Paquistão, onde a venda de órgãos é proibida desde 2010, enfrentou problemas com o assunto. Em 2016, 24 pessoas foram resgatadas, em Rawalpindi, de uma gangue de tráfico de órgãos.

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