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A britânica Ellie Chessel, de 29 anos, teve 50% de seu corpo coberto por queimaduras de segundo e terceiro grau; caso aconteceu em Portugal

O ex-namorado conseguiu planejar um encontro falso com a mulher, que acabou tendo ácido jogado em seu rosto
Reprodução/Metro.co.uk
O ex-namorado conseguiu planejar um encontro falso com a mulher, que acabou tendo ácido jogado em seu rosto


O português Claudio Gouveia, de 34 anos, está sendo acusado de tentativa de homicídio por contratar um “assassino de aluguel” para jogar ácido em sua sua ex-namorada. Segundo o portal Daily Mail , Gouveia foi preso três semanas após o ataque, mas as autoridades ainda estão procurando o homem que efetivamente jogou a substância contra ela.

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A vítima de ataque de ácido Ellie Chessel, de 29 anos, estava namorando o português há dois anos, e depois de uma discussão que envolvia as finanças do casal e o "ciúmes" que ele sentia por ela, o homem a agrediu. Foi neste momento que Chessel se mudou de Madeira – onde os dois moravam – para Algarve, deixando-o.

O envolvimento entre os dois já tinha terminado quando um homem, supostamente chamado “Diogo”, começou a conversar com a britânica por meio do aplicativo Tinder . Os dois marcaram um encontro no hotel onde Chessel trabalhava, e foi nessa ocasião que o ataque com dois litros da substância aconteceu.

“No começo, pensei que o líquido fosse urina, porque estava quente, mas logo eu senti  que era algo tóxico porque meu corpo começou a queimar, e eu percebi que tinha sido atraída para uma armadilha do meu ex-namorado”, contou a mulher aos detetives responsáveis pelo caso.

A vítima teve queimaduras de segundo e terceiro grau em 50% do corpo. Ela passou um mês internada no Hospital Santa Maria, em Lisboa, e depois foi para a Ilha de Wight, na Inglaterra, onde continua em tratamento – o que inclui terapias para estresse pós-traumático.

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Os responsáveis pelo "encontro falso"

Duas semanas depois, Gouveia enviou um e-mail para Chessel  com uma mensagem sobre o estado de saúde dela. “Espero que você esteja bem. Ouvi sobre o que aconteceu e espero que saiba que eu não fazia ideia até ver o noticiário. Espero que se recupere logo sem nenhuma sequela”, escreveu. Ele também não assumiu a responsabilidade pelo crime para a polícia, mas as autoridades acreditam que tenha sido o mandante do ataque.

Durante o período que antecedeu o ocorrido, a vítima e sua família alertaram os oficiais portugueses sobre o recebimento de ameaças de Gouveia. Ele dizia saber onde Chessell estava e que iria até lá para encontrá-la. “Isso é o que sua filha faz quando eu não estou em casa. Eu vou queimar o rosto dela se vê-la outra vez”, disse à mãe da britânica.

Depois da detenção de Gouveia, as autoridades começaram a procurar seu parceiro do crime, que, sob o uso do nome falso “Diogo”, atacou a mulher. Ele foi identificado como sendo Edmundo Helder Rodrigues Fonseca, e está sendo acusado de viajar até Algarve, junto do ex-namorado de Chessell, quatro dias antes do crime.

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Fonseca foi encontrado em uma prisão de Uganda após ser pego com seis quilogramas de heroína. Enquanto as autoridades não conseguem extraditá-lo, Gouveia permanece preso. Por causa disso, a data para o julgamento do ataque de ácido ainda não foi definida.