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Juiz descobriu que Maria Elvira não sabia que havia mais de 1 kg de metanfetamina em sua mala; advogados alegam que ela foi vítima de fraude

Maria Elvira foi presa em 2014 e quase foi condenada à pena de morte por enforcamento, mas foi liberada hoje
Reprodução/The Guardian
Maria Elvira foi presa em 2014 e quase foi condenada à pena de morte por enforcamento, mas foi liberada hoje

Uma mulher australiana escapou da pena de morte obrigatória e foi inocentada da acusação de tráfico de drogas na Malásia nesta quarta-feira (27). O caso ocorreu em 2014, quando Maria Elvira Pinto Exposto desembarcou no aeroporto de Kuala Lumpur e foi pega por funcionários da alfândega com drogas em sua bagagem.

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Entretanto, o juiz entendeu que Maria Elvira realmente não sabia que havia mais de 1 kg de metanfetamina em sua mala. O advogado de defesa, Muhammad Shafee Abdullah, disse que o magistrado estava convencido de sua inocência depois de ouvir que sua cliente não tentou barrar as buscas no aeroporto. Caso fosse provado o contrário, ela poderia ser condenada à pena de morte por enforcamento.

O caso

Maria Elvira é avó e mãe de quatro filhos. Residente em Sidney, ela foi presa em dezembro de 2014 no aeroporto de Kuala Lumpur, quando ia de Xangai para a Austrália. Os advogados alegam que a mullher foi vítima de uma fraude ocasionada por um romance online.

Ela afirma ter sido convencida a ir buscar documentos para que seu namorado virtual pudesse se aposentar do exército dos Estados Unidos. Em seguida, voltaria para seu país e levaria os papéis a uma embaixada.

"Na Austrália, Maria começou um relacionamento pela internet com alguém que pensou ser capitão no exército dos EUA, estacionado no Afeganistão", disse um dos advogados de defesa, Farhan Shafee, ao The Guardian .

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Ele acrescentou que, durante um ano, Maria deu dinheiro a essa pessoa, acreditando que se mudaria para a Austrália para que, enfim, pudessem ser felizes juntos. Exposto assegurou que em Xangai, um "amigo do namorado virtual" a entregou um saco, onde as drogas estavam escondidas, porém, ela só havia visto algumas roupas.

Durante a inspeção, os funcionários do aeroporto identificaram um item “verde” e descobriram uma costura marrom e rosa ‘suspeita’ na parte de trás da bolsa. Ao abrirem, se depararam com pacotes de droga.

Apesar de poder transitar pelo aeroporto antes do voo de conexão para a Austrália, ela desnecessariamente passou pela alfândega e se aproximou voluntariamente dos funcionários para verificar suas malas.

"Ao contrário da Austrália, na Malásia, os costumes não conferem a todos, então eles fariam uma seleção aleatória ao passarem. Mas Maria voluntariamente foi e colocou sua bolsa na máquina de raios-x", apontou Shafee.

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Vale lembrar que, na Malásia, o enforcamento como pena de morte obrigatória pode ser aplicado para qualquer pessoa culpada por transportar mais de 50 gramas de uma droga. Em agosto, o governo concordou em eliminar a pena para traficantes de drogas, conferindo aos juízes o poder de sentenciá-los à  prisão perpétua . A mudança ainda não foi ratificada.

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