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Para o Ministério das Relações Exteriores, as mudanças equivalem a um "bloqueio econômico completo contra o país"; medidas estipuladas pela ONU incluem limite às importações de petróleo pela nação norte-coreana

Kim Jong-Un, líder da Coreia do Norte, chegou a dizer que o país se tornou um Estado nuclear operante
KCNA/Divulgação
Kim Jong-Un, líder da Coreia do Norte, chegou a dizer que o país se tornou um Estado nuclear operante

O Ministério das Relações Exteriores norte-coreano afirmou que as  novas sanções impostas pela Organização das Nações Unidas (ONU) contra a Coreia do Norte são um “ato de guerra e equivale a um bloqueio econômico completo contra o país”. O comunicado foi divulgado pela agência oficial de notícias KCNA neste domingo (24).

"Nós rejeitamos totalmente as últimas sanções da ONU como um ataque violento à soberania da nossa república e a um ato de guerra que destrói a paz e a estabilidade da península coreana e da região", declarou a chancelaria da Coreia do Norte .

"Os Estados Unidos, completamente aterrorizados com os esforços para completar a força nuclear norte-coreana, estão cada vez mais frenéticos em impôr duras sanções e pressões sobre o nosso país", ressaltou o Ministério.

No mês passado, o líder norte-coreano Kim Jong-Un proclamou que seu país havia se tornado um Estado nuclear operante, após realizar um teste de um novo tipo de míssil que ele afirmou conseguir atingir qualquer lugar dos Estados Unidos.

"Vamos continuar a consolidar a nossa defesa nuclear destinada a erradicar fundamentalmente as ameaças nucleares dos EUA, chantagem e movimentos hostis, estabelecendo o equilíbrio prático da força com os EUA", dizia o comunicado.

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Novas sanções

Na última sexta-feira (22), o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas decidiu, por unanimidade, impor novas sanções sobre a Coreia do Norte após o recente teste de míssil balístico intercontinental.

De acordo com a resolução, quase 90% das exportações de produtos de petróleo refinado estão proibidos para a Coreia do Norte. O país terá o direito máximo de 500 mil barris ao ano. Outra mudança, que foi considerada “de último minuto” por diplomatas, será exigida a repatriação de norte-coreanos trabalhando no exterior dentro de 24 meses, ao invés de 12 meses propostos inicialmente.

Míssil

Lançado no dia 29 de novembro, o míssil "Hwasong-15" foi considerado um sucesso pelo governo norte-coreano . Em um discurso, Kim Jong-Un declarou que “agora, nós finalmente entendemos a grande causa histórica ao aperfeiçoar a força nuclear estatal, a causa de construir um foguete”.

A agência de notícias oficial da Coreia do Norte KCNA disse que o míssil é mais sofisticado que qualquer outro antes testado no país e que foi capaz de carregar uma “enorme e pesada ogiva nuclear”.

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