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Medidas incluem limite às importações de petróleo pelo país; decisão é uma retaliação ao lançamento de um míssil norte-coreano em novembro de 2017

Último míssil lançado pela Coreia do Norte, dia 29 de novembro, passou perto de um avião comercial da Cathay Pacific
Wikimedia Commons
Último míssil lançado pela Coreia do Norte, dia 29 de novembro, passou perto de um avião comercial da Cathay Pacific

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) aprovou, por unanimidade nesta sexta-feira (22), novas sanções contra a Coreia do Norte por conta de seu programa nuclear e balístico . As medidas incluem um limite às importações de petróleo refinado pelo país asiático e obrigam todos os norte-coreanos que trabalham em expedições marítimas a voltar para casa dentro de 12 meses.

O texto não prevê ações mais duras que eram buscadas pelos Estados Unidos, como a proibição total à importação de petróleo e o congelamento de todos os ativos internacionais do governo da Coreia do Norte e de seu líder, Kim Jong-un.

As sanções são uma resposta ao lançamento de um míssil intercontinental realizado no fim de novembro. “Quanto mais ela nos desafiar, mais nós a puniremos", declarou a embaixadora norte-americana na ONU, Nikki Haley.

Míssil intercontinental

O governo norte-coreano divulgou que o míssil lançado em novembro pode atingir qualquer parte do território dos Estados Unidos . Em um anúncio especial na TV estatal, o regime informou que o teste realizado com o míssil balístico intercontinental foi bem-sucedido e que o “Hwasong-15” seria uma versão atualizada do “ICBMs” que foi lançado em julho deste ano.

Na mensagem anunciada horas depois do lançamento, a apresentadora Ri Chun-hee citou algumas aspas do presidente do país, Kim Jong-un, que teria afirmado: “agora, nós finalmente entendemos a grande causa histórica ao aperfeiçoar a força nuclear estatal, a causa de construir um foguete”.

Kim Jong-un teria assistido ao lançamento realizado em um subúrbio da capital Pyongyang. A agência de notícias oficial norte-coreana “KCNA” disse que o míssil é mais sofisticado que qualquer outro antes testado no país e que foi capaz de carregar uma “enorme e pesada ogiva nuclear”.

Leia também: Kim Jong-un "controla a natureza", afirma agência norte-coreana

As informações sobre o novo lançamento norte-coreano ainda não foram verificadas, mas especialistas têm esperado que o país demonstrasse que possui todo o território norte-americano sob ‘sua mira e alcance’ – o que seria um desenvolvimento para fortalecer seu papel durante as negociações com Washington (sobre seu programa de armas nucleares).

Contudo, a Coreia do Norte ainda não provou que tem, realmente, a capacidade de unir uma ogiva nuclear “miniaturizada” com um míssil balístico de longo alcance, e de enviá-lo em uma trajetória que atinja os Estados Unidos.

* Com informações da Ansa

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