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Disputa está entre o ex-presidente Sebastián Piñera e o apresentador de TV Alejandro Guillier; última pesquisa de intenção de votos deu empate técnico

Sebastian Piñera é o favorito nas eleições presidenciais do Chile, com 40% das intenções de voto
Reprodução/Twitter
Sebastian Piñera é o favorito nas eleições presidenciais do Chile, com 40% das intenções de voto

Neste domingo (17) a população chilena irá às urnas para definir quem assumirá a presidência do País, que está entre o ex-presidente Sebastián Piñera e o candidato da situação Alejandro Guillier, famoso apresentador de TV.

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O resultado do segundo turno das eleições presidenciais no Chile ainda é uma incógnita. A última pesquisa eleitoral, divulgada no dia 1º de dezembro, mostrou que Piñera estava na frente, com 40% das intenções de voto, enquanto Guiller ficava logo atrás, com 38,6%, o que, na prática, demonstra empate técnico.

Os outros 21,4% dos eleitores não souberam dizer em quem votar, votariam em branco, nulo ou não iriam comparecer às urnas.

Primeiro turno

O ex-presidente saiu na frente, com 36,6% de votos no primeiro turno. No entanto, surpreendendo as expectativas, Guillier obteve 22% dos votos, o que o deixou com uma margem menor do que o esperado entre ele e seu adversário.

Mesmo sem atingir os 20 pontos de diferença entre Piñera e Guillier, chegando apenas em 14, o candidato de centro-direita não se deixou abalar e fez um discurso que tendia para um lado mais conservador para garantir ainda mais votos. “Vamos defender os valores da família e do humanismo cristão”, declarou.

Mais próximos ainda ficaram Guillier e a jornalista Beatriz Sánchez, que representava a coalizão de partidos de esquerda Frente Ampla, com 20% dos votos, o que quase ameaçou a ida para o segundo turno do governista. O bom desempenho da candidata pode dificultar a vitória de Piñera, já que a Frente Ampla apoia Guillier.

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Conheça as propostas dos candidatos

Economia

Piñera:

  • Tornar o Chile membro do grupo de países desenvolvidos até 2025;
  • Dobrar o crescimento econômico, que este ano ficará em torno de 1,4%, impedido pela queda do preço do cobre, do qual o Chile é o principal produtor mundial;
  • Criar 600 mil vagas de empregos durante seu mandato e diminuir a pobreza dos 11,7% atuais;
  • Financiar parte do programa mediante "um esforço de austeridade e redesignação" do orçamento do Estado.

Guillier:

  • Fomentar o valor agregado à produção chilena e criar 900 mil vagas de empregos;
  • Promover a descentralização econômica;
  • Aumentar impostos de empresas de 25% para 27%;

Educação

Piñera:

  • Diminuir os juros do Crédito com Aval do Estado (CAE), ao qual tiveram acesso cerca de 800 mil jovens desde a sua criação, em 2006, e com o qual contraíram uma dívida de US$ 8,260 bilhões, o equivalente a 3,6% do PIB chileno;
  • Manter a gratuidade para quem já desfruta dela e aumentá-la para 90% dos estudantes de institutos de formação técnica com menos recursos;
  • Alcançar o acesso universal e gratuito à educação infantil.

Guillier:

  • Aumentar a gratuidade universitária de 60% - cerca de 260 mil estudantes atualmente - para 70% no próximo ano;
  • Apoiar o projeto de lei que estabelece, sob certos parâmetros de crescimento econômico, a educação gratuita para 100% dos estudantes para o ano de 2020;
  • Perdoar a dívida contraída com o CAE de 40% dos mais pobres.

Saúde

Piñera:

  • Criar um "Ministério da Família" e um seguro contra doenças catastróficas, como o câncer.

Guillier:

  • Oferecer atendimento primário para todos os chilenos mediante a criação de um Fundo Solidário Nacional, que será coberto com a arrecadação de 3% da cotização obrigatória.

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