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Terroristas reivindicaram nesta quinta-feira o ataque que matou oito vítimas em Manhattan; presidente pede que Sayfullo Saipov cumpra pena de morte

Donald Trump afirmou que os militares norte-americanos
Reprodução/The Boston Globe
Donald Trump afirmou que os militares norte-americanos "atacaram muito duramente" o Estado Islâmico nos últimos dias

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu nesta sexta-feira (3), que o Estado Islâmico "vai pagar caro" por qualquer ataque feito contra os norte-americanos. A ameaça, que foi feita por meio da página oficial de Trump no Twitter, acontece depois do grupo terrorista ter reivindicado, nesta quinta-feira (2), a autoria o atentado ocorrido na última terça-feira (31), em Manhattan.

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Segundo Donald Trump , os militares dos Estados Unidos "atacaram muito duramente" o grupo terrorista nos dois últimos dias, em resposta ao atentado que provocou a morte de oito pessoas em Nova York. Outras onze vítimas ficaram feridas depois que um terorrista invadiu uma ciclovia.

"O EI assegura que o animal degenerado que matou e feriu gravemente pessoas maravilhosas no West Side (em Manhattan) era um 'soldado' seu. Por causa disso, o exército (norte-americano) bombardeou mais duramente o EI nos últimos dois dias. Pagarão caro por cada ataque contra nós", escreveu Trump.

Reivindicação

O grupo Estado Islâmico afirmou quinta-feira que o autor do atentado de terça-feira, Sayfullo Saipov , um cidadão uzbeque que chegou em 2010 aos Estados Unidos, é um dos seus "soldados".

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A reivindicação foi feita por meio de um comunicado publicado pelo seu órgão de propaganda online, o Al-Naba. "Um dos soldados do Estado Islâmico atacou os cruzados numa rua de Nova Iorque", indicou o grupo.

"Pela graça de Alá, a operação desencadeou o medo na América dos cruzados, pondo em causa as medidas de segurança e a intensificação dos dispositivos contra os imigrantes na América", lê-se no comunicado.

Detido pela polícia, o terrorista de 29 anos prestou depoimento à polícia norte-americana e afirmou, sem receios, que agiu "em nome do grupo terrorista" e declarou-se "orgulhoso" do ato, afirmando ainda que gostaria de ter uma bandeira daquela organização terrorista no quarto do hospital.

Como foi o atentado

Por volta das 15h (no horário local), um caminhão branco – que havia sido alugado e que tinha um adesivo de uma empresa local – invadiu a ciclovia que fica na West Street e atropelou uma série de pessoas.

O veículo só parou quando colidiu com um ônibus escolar, ferindo duas crianças e dois adultos. Ao sair do carro, o homem portava duas armas falsas – sendo uma delas de paintball – e, segundo informações preliminares, gritou em árabe "Alá é Grande". Baleado pela polícia, ele foi detido. 

Através do Twitter, o presidente dos Estados Unidos afirmou que o ataque foi feito por uma “pessoa doente e muita perturbada” e disse que o Estado Islâmico “não pode voltar, ou entrar [aos Estados Unidos]”, fazendo referência ao grupo terrorista . Oficialmente, o grupo ainda não reconheceu a autoria do ataque.

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Por duas vezes, também no Twitter, o presidente Donald Trump falou que Sayfullo Saipov deve receber a pena de morte.

* Com informações da Agência Ansa.

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