Paul Manafort foi chefe da campanha presidencial de Donald Trump, em 2016; ele se encontregou hoje cedo
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Paul Manafort foi chefe da campanha presidencial de Donald Trump, em 2016; ele se encontregou hoje cedo

O ex-chefe da campanha presidencial vitoriosa de Donald Trump, nos Estados Unidos, Paul Manafort, se entregou ao FBI – serviço de segurança secreto norte-americano – na manhã desta segunda-feira (30), em Washington.

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Tanto Manafort quanto o seu ex-assessor financeiro, Rick Gates, foram indiciados pelas supostas ligações ilegais entre a campanha de Donald Trump e membros do governo russo.

Esse caso ficou conhecido como Russiagate e, de acordo com as últimas informações reveladas pela imprensa norte-americana, tais investigações teriam sido financiadas pelos Democratas e pela então candidata do partido, Hillary Clinton.

Manafort e Gates são os primeiros acusados pela investigação liderada pelo procurador especial Robert Mueller e que foi iniciada logo após o republicano assumir o cargo na Casa Branca.

Ainda não está claro quais são as acusações contra ambos, mas Mueller teria tomado a decisão após uma série de depoimentos de diversas pessoas ligadas à campanha presidencial.

Manafort é um dos principais investigados no Russiagate e, em julho deste ano, teve sua casa vasculhada em uma ação de busca de documentos feita por agentes do FBI.

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O ex-chefe de campanha ainda esteve presente em uma reunião com a advogada russa Natalia Veselnitskaya, durante a campanha presidencial, em um encontro que contou com a presença de um dos filhos de Trump.

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O filho do presidente informou, em depoimento ao Congresso, que eles se reuniram com a advogada porque ela disse que tinha dados sigilosos sobre Hillary Clinton, a concorrente do magnata na corrida presidencial.

Desistiu do cargo em meio à campanha

O ex-chefe de campanha renunciou ao cargo ainda durante a disputa à Casa Branca, em agosto do ano passado, após a revelação de suas ligações com o ex-presidente da Ucrânia Viktor Yanukovic.

De acordo com denúncias, feitas na época, ele teria recebido cerca de US$ 12 milhões de políticos ucranianos pró-Rússia.

Desde o fim do ano passado, as agências de Inteligência dos Estados Unidos informam que os russos interferiram nas eleições políticas de novembro do ano passado e teriam influenciado na vitória de Donald Trump.

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* Com informações da Agência Ansa.

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