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Entre as possíveis medidas estão a mudança no reajuste da aposentadoria; Macri criticou a situação em que Cristina Kirchner deixou a Argentina

Macri quer que o governo seja responsável quanto ao que gasta e arrecada
Facebook/Reprodução
Macri quer que o governo seja responsável quanto ao que gasta e arrecada

O presidente da Argentina, Mauricio Macri , anunciou nesta segunda-feira (30) uma proposta de reforma tributária com foco em "igualdade e longo prazo", em um evento em Buenos Aires que reuniu algumas das principais figuras políticas do país. De acordo com o chefe do executivo, o objetivo da reforma é permitir gerar emprego, impulsionar a economia e combater a pobreza. No entanto, ele não apresentou nenhuma ação específica ou como essa reforma seria feita.

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"Queremos avançar para um sistema de impostos mais simples, claro e equitativo", anunciou Macri diante de governadores, autoridades do gabinete nacional e das câmaras parlamentares, membros da Suprema Corte de Justiça e representantes do empresariado, dos sindicatos e das universidades da Argentina .

Mesmo sem esclarecer detalhes da reforma, ele deixou claro que um dos focos será a responsabilidade fiscal. "Durante muito tempo, nós não pudemos equilibrar o uso dos cofres públicos. Isto não pode continuar assim. Não podemos seguir gastando mais do que arrecadamos", ressaltou o presidente, que assumiu o cargo em dezembro de 2015, após o governo de Cristina Kirchner .

E ao fazer menção à administração anterior, Macri fez críticas a Kirchner e aos gastos da antecessora: "Recebemos um Estado com um déficit alto, insustentável, que estamos diminuindo gradualmente. Queremos que a redução seja para sempre”.

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 O presidente também falou sobre um dos pontos fracos do governo, o déficit no sistema de previdência do país. Como no Brasil, a Argentina também gasta mais em pensões do que arrecada. “O sistema de pensões esconde graves desigualdades e não é sustentável, não deve haver aposentadorias privilegiadas", afirmou Macri.

O jornal El Clarín revelou que um dos planos do governo é reajustar a aposentadoria levando em conta a inflação e não valores de salário do mercado e de impostos, como é feito atualmente. A mudança prometeria gerar uma ecomonia de até 100 milhões de pesos.

 Outro ponto discutido foi a quantidade de sindicatos na Argentina. São mais de 3 mil no país, o que de acordo com o presidente é um número muito grande, sendo necessárias “organizações sindicais fortes e transparentes que realmente têm a vocação de representar seus trabalhadores".

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*com informações da Agência Brasil e do El Clarín

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