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Twitter/Mariano Rajoy/Reprodução
Primeiro-ministro da Espanha, Rajoy disse que os espanhóis constataram que Estado de Direito se mantém “forte e vigente”

O presidente da Espanha, Mariano Rajoy, afirmou neste domingo (1º) que convocará as forças representadas no Parlamento para uma reflexão conjunta sobre o futuro do país e defendeu o restabelecimento da normalidade institucional. As informações são da agência EFE.

Em declarações à imprensa após a votação independentista realizada na região da Catalunha sob forte pressão policial , Rajoy negou que tenha ocorrido um referendo e disse ainda que todos os espanhóis constataram que o Estado de Direito se mantém “forte e vigente”. O chefe de governo afirmou que o processo de demandas políticas não passa pela "quebra da legalidade" e responsabilizou o governo autônomo catalão de ter agido contra a convivência democrática.

Plebiscito

O referendo foi convocado no início de setembro pelo Executivo catalão e suspenso pelo Tribunal Constitucional. O governo local, entretanto, manteve a iniciativa de consultar a população sobre o desejo ou não da Catalunha se tornar uma república independente.

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Na última sexta-feira (29), as Nações Unidas divulgaram nota afirmando que a Espanha deveria garantir o respeito pelos direitos fundamentais na sua resposta ao referendo catalão e pedindo que as autoridades não violassem direitos como a liberdade de expressão, reunião e associação e participação pública.

Conflitos

A última semana já havia sido marcada por conflitos, que se intensificaram fortemente neste domingo. De acordo com o Departamento de Saúde da Catalunha, ao menos 844 pessoas precisaram de atendimento médico após presenciar o conflito entre civis e policiais, seja por conta de ferimentos ou crises de ansiedade.

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Em declaração à imprensa, sem citar diretamente os incidentes relacionados à atuação policial, Rajoy disse que os únicos responsáveis e culpados pelo ocorrido na Catalunha são os que "promoveram a ruptura da legalidade e da convivência". Moradores da região, por outro lado, criticaram a atuação da polícia no País, que usou gás e balas de borracha, armamento proibido na Catalunha desde 2014.

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