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Principal parceiro e aliado da Coreia do Norte, o governo chinês tomou tal decisão com base nas sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU, a fim de convencer Kim Jong-un a desistir do uso das suas armas nucleares

Até essa turbulenta época de tensão causada pelos mísseis norte-coreanos, a China era parceira e aliada do país
Reprodução/AsiaToday
Até essa turbulenta época de tensão causada pelos mísseis norte-coreanos, a China era parceira e aliada do país

As autoridades da China deram um prazo de até 120 dias para que todas as empresas norte-coreanas deixem de atuar no país. A decisão, que foi divulgada nesta quinta-feira (28), no site do ministério do Comércio chinês, foi tomada com base nas mais recentes sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU.

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O objetivo de tais sanções é que a Coreia do Norte se sinta obrigada a parar de investir em testes, produções e ameaças com suas armas nucleares. O forte clima de tensão que toma a Península Coreana nos últimos meses fez com que até a China – que sempre se posicionou do lado de Kim Jong-un – começasse a impor sanções ao país.

Com isso, as empresas sujeitas à ordem devem encerrar as suas atividades em solo chinês até 9 de janeiro de 2018.

Pressão contra Kim Jong-un

O ministério do Comércio chinês divulgou que tomou a decisão em consonância com a nova resolução do Conselho de Segurança da ONU, adotada após o sexto teste nuclear norte-coreano, realizado em 3 de setembro.

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A cada reunião da ONU, ficam mais intensas as pressões internacionais para que a Coreia do Norte sinta a pressão da parceria chinesa, sendo influenciado pelo seu aliado. No entanto, os canais diplomáticos entre os dois países não vão bem e o 'amor pode ter acabado'.

Ainda nesta quinta, o ministério de Defesa chinês disse, sem dar maiores detalhes, que as Forças Armadas chinesas farão “todas as preparações necessárias para proteger a soberania nacional, a paz e a estabilidade regional” para o caso de uma guerra na Península Coreana .

A declaração, proferida pelo porta-voz do ministério, Wu Qian, foi feita ao ser questionado sobre o risco de um conflito na região. Apesar disso, Wu voltou a defender a visão da China de que a questão precisa ser resolvida através de conversas, não de forma bélica. “Os meios militares não podem se tornar uma opção para resolver as tensões”, comentou.

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