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Khalimov era chefe das forças especiais da Polícia da república soviética do Tadjiquistão, antes de desertar e se incorporar ao terrível grupo terrorista

Ministro de Guerra do Estado Islâmico, Gulmurod Khalimov, morreu em bombardeio russo à cidade de Deir al Zor
Reprodução/Youtube
Ministro de Guerra do Estado Islâmico, Gulmurod Khalimov, morreu em bombardeio russo à cidade de Deir al Zor

O Ministério de Defesa da Rússia anunciou, na manhã desta sexta-feira (8), a morte do ministro de Guerra do Estado Islâmico, Gulmurod Khalimov . O ministro, segundo as autoridades russas, foi morto em um bombardeio da aviação russa à cidade síria de Deir al Zor. Junto com ele, também foram mortos cerca de 40 jihadistas.

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O ataque aéreo, segundo o comunicado da Defesa, destruiu um centro de comunicações e um posto de comando subterrâneo onde estavam reunidos vários líderes do Estado Islâmico . "Estabeleceu-se que na reunião se encontrava o ministro de Guerra da organização terrorista internacional, que morreu devido a um ferimento", acrescentou a nota.

Ainda de acordo com a Defesa, no bombardeio morreu também o emir de Deir al Zor, o saudita Abu Muhammad al Shimali. Ele era considerado um dos líderes do grupo terrorista e Os Estados Unidos estavam oferecendo uma recompensa de US$ 5 milhões por sua captura.

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Essa não é a primeira vez que a Rússia toma a dianteira e anuncia a morte de um importante líder do grupo extremista. Em junho deste ano, o ministro da Defesa da Rússia afirmou que um ataque aéreo russo teria matado o número um do grupo terrorista, Abu Bakr al-Baghdadi. A informação, porém, foi confirmada e, de acordo com as últimas informações, Abu continua vivo.

Desertor

O ministro Khalimov era chefe das forças especiais da Polícia da antiga república soviética do Tadjiquistão quando desertou em abril de 2015. Um mês depois, ele anunciou às autoridades russas e a todo o mundo a a sua incorporação ao grupo extremista, por meio de um vídeo divulgado pela organização terrorista .

Nesse vídeo, o ex-chefe de Polícia convoca os homens das forças de segurança e os emigrantes tadjiques em países como Rússia a pegar em armas para participar da luta entre o ocidente e o Estado Islâmico.

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* Com informações da Agência Brasil.

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