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Caso ficou conhecido após vídeos das sessões de crueldade terem sido gravados por um amigo, que também foi condenado, e publicados na internet

Aliona Savatchenko (direita) e Alina Orlova (esquerda) torturaram e mataram juntas cerca de 15 animais
Reprodução/Facebook
Aliona Savatchenko (direita) e Alina Orlova (esquerda) torturaram e mataram juntas cerca de 15 animais

A Justiça russa condenou, nesta sexta-feira (25), duas jovens que haviam sido denunciadas por torturar e matar mais de dez animais. Um amigo, que filmou os atos de crueldade, também foi considerado culpado durante o julgamento.

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Aliona Savatchenko e Alina Orlova, ambas de 17 anos de idade, foram declaradas culpadas por torturar juntas aproximadamente 15 animais , incluindo cachorros e gatos que pegaram em abrigos e com pessoas que os estavam doando, conforme indicou o comitê de investigação.

Aliona recebeu como pena quatro anos e três meses de prisão, enquanto Alina pegou três anos e dez dias. O amigo, Viktor Smichliaiev, de 18 anos, foi condenado a três anos de prisão por ter gravado a tortura. 

Segundo a agência RIA Novosti, o processo que julgou os jovens, em Khabarovsk, no Extremo Oriente russo, durou cerca de cinco meses para ser concluído. Os pais dos adolescentes também foram condenados a uma multa por "negligência na educação dos filhos". 

Segundo os exames psicológicos realizados por especialistas, as duas moças não apresentaram nenhuma característica que configurasse algum modelo de doença mental. 

A televisão pública russa, que apelidou as garotas de "açougueiras de Khabarovsk”, contou que um dos tipos de atrocidades cometidos por elas era levar os animais para um prédio abandonado, arrastando-os pelas patas ou arrancando-lhes os olhos e as entranhas.

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Histórico

Em novembro de 2016 o caso foi bastante comentado, após os vídeos que registravam as maldades terem sido publicados nas redes sociais. Com uma mobilização por parte de ativistas que protegem animais, uma petição online foi assinada por mais de 186 mil assinaturas pedindo que o caso fosse julgado.

Só então a polícia russa entrou em ação. As meninas foram presas na época, mesmo depois de terem tentado fugir.

 As imagens gravadas mostravam um filhote de gato sendo ameaçado com uma faca de cozinha por uma das meninas, além de um cão sendo pregado a uma parede por meio de uma coleira no pescoço. Uma das meninas atira com uma pistola de ar comprimido no animal, e as fotos dos ferimentos e do cão morto ainda foram compartilhadas. Os crimes com animais eram visto como "engraçado" pelas jovens.

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