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Óbitos ocorreram depois que equipes do Ministério de Relações Interiores Justiça e Paz invadiram o presídio para conter uma rebelião na unidade

Opositor a Nicolás Maduro, governador Liborio Guarulla classificou como
Reprodução
Opositor a Nicolás Maduro, governador Liborio Guarulla classificou como "massacre" a ocorrência na Venezuela

Ao menos 37 pessoas morreram e 14 funcionários ficaram feridos durante um confronto na penitenciária de Puerto Ayacucho, capital do estado do Amazonas, no sul da Venezuela. De acordo com o Ministério Público venezuelano, a rebelião ocorreu na noite de quarta-feira (16).

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"As mortes aconteceram durante a retomada do controle do Centro de Detenção Judicial do Amazonas, na qual ficaram feridos também 14 funcionários", disse o Ministério Público da Venezuela , sem dar mais detalhes sobre o caso.

O governador de Amazonas, Liborio Guarulla, foi o primeiro a denunciar as mortes. Opositor ao governo do presidente Nicolás Maduro, ele classificou o ocorrido como um "massacre" causado pela atuação de uma Unidade Especial do Ministério de Relações Interiores Justiça e Paz, que tentou tomar "à força" o controle da penitenciária.

Pouco depois do motim, o ministro da Administração Interna, Justiça e Paz, Néstor Reverol, anunciou que o governo do ditador Nicolás Maduro iria retomar o controle da prisão, de acordo com a Agência Venezuelana de Notícias.

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Ao anunciar a intervenção federal no presídio, o ministro fez críticas ao governador Garulla, que seria responsável pela administração da unidade. Segundo Reverol, a Guarda Nacional Bolivariana teve de assumir o controle no local já que, conforme sua versão, havia apenas três agentes responsáveis pela segurança no complexo prisional.

Crise

Nos últimos meses, os venezuelanos vêm sofrendo com o agravamento da crise no país. Dezenas de mortes foram registradas durante protestos de manifestantes contrários a Nicolás Maduro .

No início deste mês, o país foi suspenso do Mercosul após decisão majoritária tomada pela cúpula do bloco. O argumento utilizado foi o de que houve “ruptura da ordem democrática” e desrespeito ao Protocolo de Ushuaia.

Também nos primeiros dias deste mês, a Assembleia Nacional Constituinte convocada por Maduro destituiu a procuradora-geral do país, Luisa Ortega Díaz, que é considerada opositora ao regime chavista. Em seu lugar, foi nomeado Tarek William Saab.

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De acordo com a imprensa estatal da Venezuela, Diaz é acusada de violar a ética pública ao citar a "falta de legitimidade de origem" de juízes e ao criticar o papel do judiciário durante os protestos violentos no país, que já provocaram a morte de pelo menos 125 pessoas.


* Com informações da Agência Brasil

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