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Chavista Tarek William Saab assumiu o cargo depois de o governo de Nicolás Maduro ter destituído a oposicionista Luisa Ortega Díaz, no sábado (5)

Tarek William Saab assumiu a procuradoria-geral da Venezuela após a destituição de Luisa Ortega Díaz
Divulgação/Governo da Venezuela
Tarek William Saab assumiu a procuradoria-geral da Venezuela após a destituição de Luisa Ortega Díaz

O novo procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, afirmou nesta segunda-feira (7) que buscará "restabelecer a paz cidadã" e que promoverá a justiça com equidade, ao mesmo tempo em que apontou que sua antecessora no cargo, Luisa Ortega Díaz, foi "cúmplice" da violência no país.  Ela foi destituída do cargo no sábado (5) pela Assembleia Nacional Constituinte.

"Assumimos esta nova função com o maior grau de responsabilidade na busca do equilíbrio (...) para promover a justiça com equidade, os direitos humanos e fazer um grande esforço; contribuir com um grão de areia para restabelecer a paz cidadã", declarou Saab em uma coletiva de imprensa no Ministério Público (MP) da Venezuela .

Saab indicou que a função do MP nesta nova etapa será "melhorar" e "avançar", bem como recuperar a "credibilidade da instituição", que, em seu julgamento, se perdeu nos "últimos tempos".

Nesse sentido, o novo procurador-geral destacou que sua antecessora foi "cúmplice" da violência no país durante os últimos quatro meses, quando se desenvolveu uma onda de protestos contra o governo do presidente Nicolás Maduro .

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"Estou convencido de que essa atitude que teve a senhora ex-procuradora atentou contra a paz da República. Desde [que ela fez] a primeira declaração em 31 de março desse ano (quando declarou a ruptura da ordem constitucional) até a mais recente que deu antes de converter-se em ex-procuradora geral", afirmou.

Segundo Saab, cada declaração de Luisa Ortega durante esse tempo causou "um grave dano à institucionalidade democrática" do país e “colocou em perigo a paz cidadã. Quando o país buscava um ponto de acordo aparecia a senhora ex-procuradora para praticamente tingir o país de sangue, de gasolina", lamentou.

Crise

O país vive desde abril uma série de manifestações a favor e contra o governo, que já deixaram mais de 120 mortos, situação que se aguçou desde a instalação da Assembleia Constituinte na sexta-feira passada, que não é reconhecida pela oposição e por vários governos e organismos internacionais.

No sábado, o Mercosul decidiu suspender a Venezuela do bloco por tempo indeterminado  por “ruptura da ordem democrática” e desrespeito ao Protocolo de Ushuaia. A decisão foi tomada chanceleres de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai durante reunião realizada na sede da prefeitura de São Paulo. O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, afirmou que a medida é “uma sanção grave de natureza política”.


* Com informações da Agência Brasil

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