Luisa Ortega Díaz é considerada oposição ao governo de Nicolás Maduro; neste sábado, país foi suspenso do Mercosul por tempo indeterminado

Ex-procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz é considerada opositora ao governo Maduro
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Ex-procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz é considerada opositora ao governo Maduro

Em sua primeira sessão, a Assembleia Constituinte da Venezuela, destituiu neste sábado (5) Luisa Ortega Díaz, do cargo de procuradora-geral do país. Diaz é considerada opositora ao governo do presidente Nicolás Maduro. Em seu lugar, foi nomeado Tarek William Saab.

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"Esse posto não pode ficar vazio porque será criado um problema que já tínhamos com a falta de ação do Ministério Público", disse o constituinte Diosdado Cabello ao propor a nomeação de Saab. Saab era anteriormente o titular da Defensoria do Povo da Venezuela .

A Assembleia Constituinte, que tomou posse na sexta-feira (4) aprovou ainda a suspensão do direito da procuradora Luisa Ortega Díaz de exercer qualquer cargo público, depois que o Tribunal Supremo alegou ter encontrado méritos para a decisão.

Antes de conhecer a decisão, Díaz havia sido impedida de entrar na sede do Ministério Público do país por um grupo de agentes da Guarda Nacional Bolivariana (GNB).

De acordo com a imprensa estatal venezuelana, Diaz é acusada de violar a ética pública ao citar a "falta de legitimidade de origem" de juízes e ao criticar o papel do judiciário durante os protestos violentos no país, que já provocaram a morte de cerca de 125 pessoas.

Mercosul

Também neste sábado, os chanceleres de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai decidiram suspender o país governado por Nicolás Maduro do Mercosul por tempo indeterminado  por “ruptura da ordem democrática” e desrespeito ao Protocolo de Ushuaia. O encontro foi realizado na Prefeitura de São Paulo.

A reunião foi convocada de maneira extraordinária pelo Brasil, que ocupa a presidência rotativa do Mercosul , após a promoção da eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, no último domingo (30). O pleito foi rejeitado por boa parte da comunidade internacional por ser considerado uma manobra do presidente Nicolás Maduro contra o Parlamento do país, formado, em sua maioria, por oposicionistas.

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Em julho, os países-membros do Mercosul reiteraram sua "profunda preocupação com o agravamento da crise política, social e humanitária" na Venezuela, fazendo "um apelo urgente pelo fim da violência no país e pela libertação de todos os detidos por razões políticas". O país já havia sido alvo de outra suspensão no bloco em dezembro.


* Com informações da Agência Brasil

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