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O fundador do partido de ultradireita – e pai da ex-candidata à presidência da França – responderá por discurso em 2014, quando atacou ator judeu

Fundador do partido de ultradireita francês, Jean Le Pen terá de responder por discurso em 2014, quando atacou ator judeu
Reprodução/Wikipedia
Fundador do partido de ultradireita francês, Jean Le Pen terá de responder por discurso em 2014, quando atacou ator judeu

O fundador do partido da ultradireita francesa Frente Nacional (FN), Jean-Marie Le Pen , será julgado pelo crime de ódio racial, segundo anunciou a Justiça do país nesta terça-feira (18). O político teria feito um discurso antissemita em 2014, quando dirigiu ofensas ao ator judeu Patrick Bruel.

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Le Pen tem 89 anos e é pai da ex-candidata à presidência pelo FN, Marine Le Pen. Além dele, o atual vice-presidente do Frente Nacional, Jean-François Jalkh, também terá de se apresentar ao Tribunal de Paris, já que estaria no mesmo evento em imagens publicadas pelo partido na página do Facebook.

No mesmo episódio do comício, ele teria criticado artistas e intelectuais franceses que se opõem ao seu partido (bastante polêmico). Ao fazer referência a Bruel, abordando aquilo que gostaria de fazer com aqueles que fizerem críticas ao Frente Nacional, afirmou: “faremos uma fornada da próxima vez”.

A afirmação faz referência aos campos de concentração e extermínio nazistas, onde os judeus e membros de grupos minoritários foram mortos em câmaras de gás durante a Segunda Guerra Mundial.

Inclusive, na época do discurso, Marine chegou a criticar duramente a postura do pai.

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Já Jean-Marie se defendeu das críticas vindas de todos os lados – porém, apenas no ano passado –, dizendo que a referência à palavra forno só poderia ter uma conotação antissemita para aqueles que forem “imbecis e inimigos”.  

Mais polêmicas

Esta não foi a primeira vez que o fundador do Frente Nacional foi condenado por casos envolvendo o nazismo. Em abril do ano passado, ele foi obrigado a pagar 30 mil euros de multa, além de ter indenizar três associações no país, depois de defender que as câmaras de gás instaladas por Adolf Hitler foram apenas um detalhe da história da Segunda Guerra Mundial.

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Em 2012, houve outra condenação por causa das declarações acerca do regime que matou milhões de pessoas. Na época, ele negou a existência de crimes contra os Direitos Humanos durante o Holocausto , ainda dizendo que “a ocupação da França não foi desumana”.

Após tantas polêmicas, Marine Le Pen afastou o próprio pai do partido que ele fundou.

*As informações são da Agência Ansa

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