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Acordo foi feito pelos países fiadores do cessar-fogo, Rússia, Turquia e Irã; os presidentes Putim e Nazarbayev viram a medida como “satisfatória”

As áreas seguras na Síria ficam nas províncias de Idlib, Homs, Guta Oriental e na divisa com a Jordânia, ao sul do país
Reprodução/Facebook Olympia Restaurant
As áreas seguras na Síria ficam nas províncias de Idlib, Homs, Guta Oriental e na divisa com a Jordânia, ao sul do país

Na última quinta-feira (04), Rússia, Turquia e Irã se reuniram para estabelecer quatro áreas seguras na Síria em um tratado que entrou em vigor nas primeiras horas deste sábado (06). Os três fiadores do cessar-fogo no país anunciaram o acordo pelo Ministério de Defesa russo.

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Essa medida foi confirmada durante as negociações que as partes da Síria e os países fiadores do cessar-fogo realizam em Astana, capital do Cazaquistão.

Chamadas de “zonas de redução de tensão”, essas quatro áreas já tinham sido poupadas das atividades de combate do agrupamento militar russo no dia 1º de maio, conforme divulgou o chefe de Operações do Estado-Maior russo, Serguei Rudskoi.

A ideia é que neste novo procedimento ao se retirar das áreas seguras, as tropas sírias e russas se concentrem em “uma ofensiva ao leste de Palmira, no desbloqueio da cidade de Deir Ez-Zor, cercada há três anos pelos rebeldes, e na libertação dos territórios do nordeste da província de Aleppo”, afirmou a Agência EFE, conforme a declaração do general russo.

O chefe militar também reafirmou que a capital, Moscou, irá ficar atenta ao cumprimento do memorando e não irá hesitar em atacar as forças que violarem o tratado. Nesses casos, será realizada uma “exaustiva investigação, após a qual se decidirá sobre as medidas a tomar contra os responsáveis, que não excluem o uso de fogo”, advertiu o chefe adjunto de Operações do Estado-Maior da Rússia, Serguei Gadzhimagomedov.

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Áreas seguras

Até sexta-feira (05) não havia uma delimitação exata das fronteiras das quatro zonas de redução de tensão. De acordo com os países fiadores, elas deverão ser criadas nas províncias de Idlib, ao norte da cidade de Homs, em Guta Oriental (em Damasco) e no sul do país.

Entre elas, a maior área de proteção será a que envolve toda a província de Idlib e parte das províncias fronteiriças, conforme antecipou Rudskoi. “Abrangerá o nordeste de Latakia, o oeste de Aleppo e o norte de Hama, com uma população de mais de um milhão de pessoas”, disse o comandante.

Ainda segundo o chefe de Operações do Estado Maior russo, essa área está controlada por unidades armadas da oposição, integradas por mais de 14.500 pessoas. A segunda zona, também tomada pelos rebeldes, se encontra no norte da província de Homs e abriga cerca de 180 mil pessoas.

Em Gruta Oriental, Rudskoi comentou que está controlada plenamente pelos guerrilheiros da Frente al Nusra, que geralmente atacam de lá a cidade de Damasco. Já a quarta área será criada ao sul do país, na divisa com a Jordânia, que está controlada por unidades da chamada Frente do Sul, com 15 mil homens e 800 mil civis.

Repercussão

Para o presidente russo, Vladimir Putin e seu homólogo cazaque, Nursultan Nazarbayev, o acordo foi visto com satisfação, de acordo com o Kremlin.

Eles ainda concluíram que a implementação por todas as partes irá contribuir para reforçar o regime de cessação de hostilidades na Síria e para melhorar a situação humanitária, conforme informou a nota.

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