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Essa não é a primeira vez que o grupo terrorista mostra crianças participando de execuções violentas; menino fez um breve discurso em frente à câmera

Menino discursa em frente à câmera, antes de entregar duas facas a uma dupla de membros do Estado Islâmico
Reprodução/Youtube
Menino discursa em frente à câmera, antes de entregar duas facas a uma dupla de membros do Estado Islâmico

Uma nova e assustadora propaganda em vídeo do grupo terrorista Estado Islâmico, divulgada nesta terça-feira (18) nas redes sociais, mostra uma criança de seis anos de idade ajudando na decapitação de dois prisioneiros.

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No vídeo, o menino – que não teve a identidade revelada ou identificada – faz um breve discurso em frente à câmera, antes de entregar duas facas a uma dupla de membros do Estado Islâmico .

Vestindo trajes de batalha, com roupa camuflada e um lenço negro na cabeça, a criança pede que o profeta Muhammed e Allah abençoe os terroristas responsáveis pela decapitação.

"O infiel e seu assassino nunca se encontram no inferno", afirma a criança, ao fim de seu discurso. Em seguida, os dois carrascos passam em frente ao menino, carregando suas vítimas.

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No vídeo, não é possível identificar quem são as vítimas ou quais crimes foram cometidos por elas.

Outros casos com crianças

Essa não é a primeira vez que uma criança aparece nos vídeos do grupo jihadista. Em julho de 2015, uma outra criança apareceu decapitando friamente um capitão do exército sírio em outra propaganda dos terroristas.

Em janeiro do mesmo ano, um terceiro garoto apareceu em outro vídeo, ao lado de um rebelde do grupo extremista, antes de atirar na cabeça de um refém.

As crianças, aliás, não são usadas apenas como soldados pelos rebeldes. Afinal, relatos de assassinatos brutais em massa contra meninos e meninas já se tornaram comuns na região dominada pelo grupo dentro de uma ampla parte dos territórios sírio e iraquiano.

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Relatórios da Organização das Nações Unidas já afirmavam, inclusive, que o Estado Islâmico decapita e queima crianças vivas. Ainda em 2015, o chefe do comitê de segurança da província iraquiana de Diyala, Sadiq al-Husseini, afirmou que integrantes da organização explodiram um bebê à distância durante um treinamento.

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