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Baker e esposa estão envolvidos em crime de “manipulação de larga escala” por abuso sexual de mulher vulnerável

Uma mulher, que estava desaparecida desde 2004 e foi resgatada pela polícia da Irlanda do Norte no final de 2012, tenta retornar à sua vida anterior depois de passar pouco mais de oito anos sendo escrava sexual de um casal, vivendo uma situação de inferno em uma verdadeira “casa do terror”. Um agravante ao abuso sexual sofrido por quase uma década é que ele possui deficiência mental.

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Segundo o “The Sun”, a vítima de abuso sexual está atualmente com 40 anos e apresenta dificuldades de aprendizado, vivendo um estado de trauma. Ela ficou trancada entre os anos de 2004 e 2012 em um quarto pequeno em que havia apenas um colchão, almofadas e uma lixeira, na casa que fica em Craigavon, Co Armagh.

Apesar de ter sido revelado apenas nesta semana na imprensa internacional, o caso é antigo. Os policiais buscaram a propriedade em dezembro de 2012, depois que de uma denúncia sobre uma suposta residente “de longa duração” na casa que era desconhecida anteriormente. Ao chegar à residência, os oficiais encontraram o cativeiro da mulher, que não tinha fechadura do lado de dentro.

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As autoridades afirmaram que Keith Baker, de 60 anos, e Caroline, 54 anos, estão envolvidos em um crime de “manipulação de larga escala”. Vídeos e fotografias que foram feitas por Baker revelam os atos sexuais a que a vítima era submetida de maneira forçada. Na época, ele instalou uma câmera no teto do quarto.

Em dezembro do ano passado, os dois foram julgados e considerados culpados por uma série de ofensas sexuais contra a mulher que ficou presa por quase uma década. Os dois admitiram estarem envolvidos no crime de sequestro e encarceramento de uma pessoa com deficiência mental, obrigando-a a manter relações sexuais com o homem mesmo sabendo que ela era vulnerável e indefesa.

Keith Baker também se confessou culpado por seis acusações de estupro da mesma mulher e uma contagem final de agressão indecente. Sua esposa se declarou culpada de três ofensas de "ajudar e aconselhar" o marido para estuprar a vítima. Ele foi condenado a 15 anos de prisão, sendo que cinco poderão ser em liberdade condicional. Já a esposa pegou 18 meses de prisão.

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Segundo o delegado responsável pelo caso, George Clarke, este foi o caso mais “depravado e terrível” que já viu em anos trabalhando na proteção pública da Irlanda do Norte.

A vítima de abuso sexual não teve seu nome divulgado, mas segundo os policiais que fizeram o resgate ela foi encontrada pesando apenas 38 kg, e sem todos os dentes da boca. A jovem tinha sinais claros de desnutrição e maus-tratos.

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