Ismael Francisco/ Fotos Públicas - 04.06.2016
"Ninguém ameaça a Venezuela, ainda mais esse lixo de ser humano chamado Luis Almargo", disse Maduro

Em resposta a um documento que critica o governo da Venezuela – publicado nesta quarta-feira (15) pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luiz Almagro – o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou que "não ficará de braços cruzados" após a "agressão deste lixo humano". 

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A declaração acontece um dia depois de Almagro tornar público um documento de 75 páginas no qual informa o Conselho Permanente do grupo o estado da crise na Venezuela e que o governo de Maduro viola todos os artigos da Carta Democrática da OEA, o que pode levar à suspensão do país da instituição.

No texto, Almagro ressalta que, para que o país não seja suspenso, ele deverá convocar em até 30 dias novas eleições gerais, entre outras medidas.

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"Lixo, eu disse"

"Ninguém ameaça a Venezuela, ainda mais esse lixo de ser humano chamado Luis Almargo. Lixo, eu disse", afirmou o mandatário em um ato oficial transmitido pela televisão.

"Não vou ficar calado, de braços cruzados frente a essa agressão deste traidor, deste inapto", enfatizou o mandatário afirmando que o seu governo responderá a este ataque em todos os planos, "políticos e diplomáticos", para defender a dignidade da nação.

Maduro também disse que tem "surpresas contra o intervencionismo" e que sua administração "vai dar tudo" frente às pretensões do funcionário uruguaio.

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Para o presidente latino, a OEA "só serve para endossar o intervencionismo" e nunca se preocupou com a educação, com a cultura e com o esporte dos povos americanos. Em nota oficial, o governo venezuelano lamentou que Almagro tenha reanimado "as páginas mais escuras da história intervencionista e golpista" da organização.

Eleito em 2013, Maduro é acusado pela oposição de má administração em meio a uma crise política e econômica sem precedentes na democracia do país. A Venezuela sofre com uma inflação galopante (a maior da América Latina), acompanhada de uma crise produtiva, problemas de distribuição de produtos de primeira necessidade, mercado afetado por medidas de restrição e regulamentação.

* Com informações da Agência Brasil.

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