Destino do voo MH370 da Malaysian Airways não foi descoberto, mesmo após três anos de busca
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Destino do voo MH370 da Malaysian Airways não foi descoberto, mesmo após três anos de busca

As famílias das 239 vítimas do Boeing 777 da Malaysia Airlines, de voo MH370, não se resignaram após o cancelamento das buscas oficiais pelos destroços do avião desaparecido em março de 2014. Depois de três anos sem respostas, os familiares lançaram neste sábado (4) uma campanha para arrecadar pelo menos US$ 15 milhões (cerca de R$ 45 milhões) para financiar a retomada da procura pela aeronave.

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A campanha pela “vaquinha” foi anunciada na capital malaia Kuala Lumpur, no qual pelo menos 30 familiares destacaram a necessidade de continuarem as buscas – para que a resposta do que aconteceu com os entes queridos possa funcionar como uma “paz para o luto”. Segundo uma mulher que perdeu o marido no desastre, “aquilo que aconteceu com o voo MH370 é um mistério, mas não deve permanecer como tal nos livros de História. Todos querem respostas”, afirmou.

No último mês de janeiro, as operações coordenadas pela Austrália, Malásia e China foram oficialmente encerradas após o investimento de mais de US$ 160 milhões (ou R$ 480 milhões). Durante todo o período de busca, foram encontradas apenas  algumas peças do Boeing 777 e, ainda assim, foram achadas “por acaso” na ilha francesa de La Reunión, em Moçambique e Madagascar.

 O avião da linha aérea Malaysia Airlines desapareceu dos radares no dia 8 de março de 2014, quando fazia a rota entre as cidades de Kuala Lumpur, na Malásia, e Pequim, na China. A aeronave possuía 239 pessoas a bordo, sendo passageiros e membros da tripulação.

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A única coisa que se sabe até agora, mesmo com três anos de buscas e com o trabalho de centenas de especialistas, é que o Boeing 777 não realizou nenhum tipo de pedido de ajuda, nem realizou avisos de problemas durante o voo. Mesmo assim, foi captado um desvio grande na rota original e, antes de desaparecer dos radares, ainda foi possível ver que a aeronave de voo MH370 seguiu em direção ao Oceano Índico, ao invés de voar para o norte. Não foi descoberto o motivo para esta mudança.

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