Investida para reconquistar Mosul é a maior operação militar do Iraque desde a saida das tropas norte-americanas
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Investida para reconquistar Mosul é a maior operação militar do Iraque desde a saida das tropas norte-americanas

Pelo menos nove mil civis fugiram na noite desta segunda-feira (27) da região oeste de Mosul, no Iraque, enquanto as Forças militares confrontavam o grupo jihadista Estado Islâmico, que controla a maior parte da área.

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De acordo com o ministro de Migração, Jassem Mohammad al Jaff, 8,7 mil homens, mulheres e crianças fugiram para o território controlado por partidários e foram alojados em campos de refugiados cuidados pelo Serviço de Contraterrorismo do Iraque .

Desde o iníco da ofensiva para retomar a cidade de Mosul, este é o maior número de civis que fugiu de áreas controladas pelo Estado Islâmico em busca de assistência médica, alimento e água, disseram comandantes iraquianos.

Ofensiva em Mosul

A ofensiva para retomar Mosul começou no último dia 17 de outubro, mas foram necessárias duas semanas para que o Exército conseguisse entrar na cidade, que fica no Norte do país e é considerada a capital do "califado" de Abu Bakr al Baghdadi.

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A conquista do município pelo Estado Islâmico, em 2014, foi determinante para a ascensão do grupo terrorista, assim como sua retomada é crucial para derrotar o grupo. As tropas que lutam para tirá-la dos jihadistas reúnem 80 mil soldados, entre forças curdas, divisões do Exército e milícias xiitas.

A investida para reconquistar Mosul é a maior operação militar iraquiana desde que as tropas norte-americanas se retiraram do território, em 2011 e, se for realizada com sucesso, será o golpe mais duro ao grupo terrorista até o momento.

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Procupação humanitária

Desde o início da operação no Iraque, o responsável da ONU pelas atividades humanitárias, Stephen O'Brien, afirmou que a instituição teme que "milhares [de pessoas] poderão se encontrar sob o cerco" das tropas governamentais ou se transformar em "escudos humanos" nas mãos do Estado Islâmico. O'Brien também fez um apelo "a todas as partes de respeitar as suas obrigações de proteger os civis com base nas leis humanitárias internacionais".

* Com informações da Ansa

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